contas externas de maio têm déficit de US$ 3,2 bilhões

O déficit das contas externas do Brasil foi de US$ 3,2 bilhões em maio, conforme dados do Banco Central (BC). Em maio de 2025, o indicador tinha registrado déficit ligeiramente maior, de US$ 3,3 bilhões. O acumulado de janeiro a maio soma US$ 25,1 bilhões.
As informações fazem parte do relatório de estatísticas do setor externo, publicado nesta sexta-feira (26/6) pelo Banco Central. O documento reúne os valores desses tipos de movimentações financeiras mês a mês. O acumulado de janeiro a maio soma US$ 25,1 bilhões.
Entenda as contas externas
- As contas externas (ou transações correntes) são um dos principais indicadores sobre o setor externo do Brasil.
- O resultado das transações correntes é formado pelo balanço de pagamentos da compra e venda de mercadorias, balança de serviços e as transferências unilaterais.
- Um saldo negativo (déficit) nas contas externas significa que o país enviou mais dinheiro para o exterior do que recebeu. Enquanto um saldo positivo (superávit) indica que o Brasil recebeu mais dinheiro do que transferiu para outros países.
- Em 2025, o saldo negativo somou quase US$ 68,82 bilhões — o equivalente a 3,02% do Produto Interno Bruto (PIB).
Para o cálculo mensal das transações correntes, o Banco Central considera o saldo da balança comercial (diferença entre os valores das importações e das exportações), os serviços e a movimentação de renda para outros países.
No acumulado de 12 meses até maio, as transações correntes somam déficit de US$ 64,1 bilhões, abaixo do registrado no mesmo período de 2025, de US$ 64,3 bilhões. Os valores indicam que o Brasil gasta mais do que recebe do exterior.
A balança comercial foi superavitária em US$ 7 bilhões em maio. Em maio de 2025, houve superávit de US$ 6,4 bilhões. Em maio, as exportações totalizaram US$ 32 bilhões (+6,4%), enquanto as importações somaram US$ 25,1 bilhões (+5,9%).
Investimentos e reserva internacional
A entrada de investimentos estrangeiros foi superior ao valor registrado em maio do ano passado. Os investimentos diretos no país (IDP) somaram US$ 8 bilhões no mês, acima dos US$ 3,9 bilhões computados no mesmo período de 2025.
Nos últimos 12 meses até maio, o IDP acumula US$ 83,3 bilhões em investimentos (3,38% do PIB), contra US$ 79,2 bilhões (3,27% do PIB) em abril deste ano e US$ 71,6 bilhões (3,35% do PIB) em maio do ano passado.
O Banco Central também informou que o saldo das reservas internacionais do país aumentou US$ 4,2 bilhões na passagem de abril para maio deste ano. Dessa forma, o Brasil tem estoque de US$ 371,1 bilhões bilhões para se proteger contra crises externas.
Metrópoles



