Pesquisa traz alívio para Flávio, mas não mede efeitos de nova crise, diz cientista político

A nova rodada da pesquisa BTG/Nexus, apresentada no programa Ponto de Vista, mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva permanece à frente da corrida presidencial, mas aponta sinais de recuperação do senador Flávio Bolsonaro após semanas marcadas pelo desgaste provocado pelo caso Banco Master. Para o cientista político Marcos Teixeira, o levantamento indica que o principal impacto do episódio envolvendo o senador pode já ter sido absorvido pelo eleitorado, embora novos fatores ainda possam alterar o cenário (este texto é um resumo do vídeo acima).
O que mostram os números da BTG/Nexus?
No novo levantament, Lula aparece com 42% das intenções de voto no principal cenário de primeiro turno, enquanto Flávio registra 34%. Bem atrás surgem Ronaldo Caiado, com 5%, Renan Santos, com 4%, e Romeu Zema, com 3%, além de outros pré-candidatos testados pelo instituto.
Na simulação de segundo turno, Lula soma 47% das intenções de voto, contra 44% de Flávio. Em relação ao levantamento anterior da BTG/Nexus, o senador oscilou um ponto percentual para cima, enquanto o presidente recuou dois pontos.
A recuperação de Flávio indica o fim do desgaste?
Na avaliação de Teixeira, a interrupção da sequência de perdas representa um sinal positivo para a campanha do senador. “Parar de cair é um bom sinal para o Flávio Bolsonaro.”
Segundo o cientista político, a oscilação sugere que o impacto inicial do caso envolvendo Daniel Vorcaro pode já ter produzido seus principais efeitos eleitorais. Teixeira ressalta, porém, que um fator relevante ainda não foi captado pela pesquisa: a repercussão da crise pública entre Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro. “A questão Michelle ainda não foi precificada.”
Ainda há espaço para uma terceira via?
Apesar das movimentações recentes na disputa, Marcos Teixeira considera que o cenário permanece fortemente polarizado entre Lula e Flávio. Para o cientista político, nomes como Caiado continuam enfrentando dificuldades para romper a barreira do primeiro turno, mesmo aparecendo como alternativas competitivas em alguns cenários futuros.
Segundo ele, o eleitorado continua dividido entre os dois principais polos da disputa e ainda não demonstra disposição para migrar de forma significativa para candidaturas alternativas. “Essa batalha parece cada vez mais perdida.”
O caso Jaques Wagner já aparece na pesquisa?
Durante a entrevista, a apresentadora Laísa Dall’Agnol destacou que a nova rodada da BTG/Nexus já foi realizada após a operação envolvendo o então líder do governo no Senado, Jaques Wagner. Marcos Teixeira avaliou que ainda é cedo para medir o alcance eleitoral das investigações tanto para o governo quanto para a oposição. Segundo ele, novas revelações e eventuais desdobramentos das investigações poderão modificar novamente o cenário da corrida presidencial.
O que mostram os índices de rejeição?
A pesquisa também trouxe alterações nos indicadores de rejeição dos dois principais candidatos. Segundo os números apresentados no programa, o percentual de eleitores que afirmam não votar em Lula de forma alguma passou de 47% para 49%.
No caso de Flávio, a rejeição recuou de 52% para 51%. Ao mesmo tempo, cresceu o percentual dos entrevistados que afirmam que ele é o único candidato em quem votariam. Para Marcos Teixeira, o momento ainda é de equilíbrio entre as duas campanhas, mas marcado por elevada volatilidade.
O que esperar das próximas pesquisas?
Na avaliação do especialista, o ambiente eleitoral permanece sujeito a mudanças constantes diante da sucessão de crises políticas. Ele acredita que os próximos levantamentos deverão medir o impacto do vídeo divulgado por Michelle, considerado um fator que pode produzir efeitos importantes sobre a candidatura do senador.
Para Teixeira, o cenário continuará sendo influenciado por novos fatos políticos, exigindo respostas permanentes dos candidatos. “O manancial de novidades negativas ainda não acabou.”
VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.
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