Eleições 2026: País terá presidente com alta rejeição e sem maioria no Congresso

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Uma disputa pelo poder entre dois candidatos rejeitados por metade do eleitorado, numa campanha eleitoral que tem políticos do governo e da oposição sob suspeita de associação a fraudes como as do Banco Master e do INSS.
É o retrato desta fase da campanha reafirmado por eleitores na pesquisa Nexus/BTG, divulgada nesta segunda-feira (29/6). Foram 2.009 entrevistas por telefone no último fim de semana.
O quadro está assim há seis meses. Não significa necessariamente que continuará estático, imobilizado entre os candidatos Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), nos próximos 96 dias até à primeira rodada de votação.
Flávio Bolsonaro se consolida como líder em rejeição (51%), estatisticamente empatado com Lula (49%).
Se diferenciam na prospecção sobre preferências eleitorais para o primeiro turno da eleição presidencial. O presidente-candidato está na dianteira (42%), com oito pontos percentuais de vantagem sobre o adversário do Partido Liberal (34%).

É notável a escala do repúdio feminino ao candidato Flávio Bolsonaro: ampla maioria (58%) das mulheres declaram que não votariam nele “de jeito nenhum”. Entre homens, a resistência é menor (43%).
Com Lula ocorre o contrário. É rejeitado por grande maioria dos homens (57%) e tem menor resistência das mulheres (41%).

A insatisfação do eleitorado é óbvia e se estende às eleições legislativas, com mais de dois terços de desaprovação ao Congresso.
Se nada mudar, o país deverá eleger um presidente com rejeição recorde —de metade ou mais dos eleitores —, que vai governar sem maioria no Congresso. Ele não vai ter dia fácil.
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