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Entenda como a emoção de um jogo de futebol afeta a saúde

EMOÇÕES FORTES

Embora o futebol não cause o infarto diretamente, a emoção pode funcionar como gatilhos em pessoas que já possuem fatores de risco

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Imagem: Mais Goiás Esporte

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Mata-mata é uma expressão muito comum no esporte que se refere a uma fase eliminatória, como na segunda fase de uma Copa do Mundo. É nessa fase que acontece uma final e disputas de pênaltis, por exemplo, onde quem perde está fora da competição. São momentos que costumam provocar ansiedade, tensão e muita emoção. Mas há uma dúvida que aparece com frequência nessa época: emoções fortes trazem riscos à saúde e podem, de fato, matar alguém?

A resposta é: em algumas situações, sim. Embora o futebol não cause o infarto diretamente, o estresse intenso, a adrenalina elevada e a sobrecarga emocional podem funcionar como gatilhos em pessoas que já possuem fatores de risco cardiovasculares.

Nesta segunda-feira (29), em Goiânia, um torcedor de 60 anos acabou passando mal enquanto assistia o jogo entre Brasil e Japão, pela segunda fase da Copa. Por conta do mal-estar, o idoso acabou caindo da cadeira de onde acompanhava a partida pela televisão e bateu a cabeça no chão. Ele teve uma parada cardiorrespiratória. Houve tentativas de reanimação com orientação rápida do Samu por videochamada até a chegada das equipes de resgate, mas foram sem sucesso e o homem acabou não resistindo.

Dor no peito com frequência é um sinal preocupante e precisa de acompanhamento médico (Foto: Towfiqu barbhuiya/Pexels)

Saúde e emoções intensas

Situações como essa chamam a atenção especialmente em pacientes com hipertensão, histórico cardíaco ou outros fatores associados à saúde do coração. Emoções intensas provocam reações no organismo, como aumento da frequência cardíaca, elevação da pressão arterial e maior liberação de adrenalina.

Segundo o Hospital Oswaldo Cruz, em pessoas saudáveis, essas alterações costumam ser temporárias. No entanto, em quem possui fatores de risco cardiovasculares, elas podem aumentar a chance de complicações cardíacas. É importante salientar que o maior risco não está no jogo em si, mas na combinação entre emoção intensa e condições de saúde pré-existentes.

Foto: Curated Lifestyle/Unsplash

Os principais fatores de risco para episódios semelhantes ao do idoso em Goiânia são hipertensão arterial, colesterol, diabetes, tabagismo, sedentarismo, obesidade, histórico de infarto ou de doenças cardiovascular e estresse frequente. Nestes casos, o acompanhamento cardiológico é importante para controle e prevenção.

Há relação entre futebol e aumento de casos cardíacos?

Estudos internacionais já observaram aumento na procura por atendimento cardiovascular durante grandes eventos esportivos, especialmente em partidas de alta tensão emocional.

Foto: Pavel Danilyuk/Pexels

Isso não significa que assistir futebol seja perigoso, mas reforça a importância do cuidado cardiovascular em pessoas com fatores de risco. É que o coração também responde às emoções, e é aí que o equilíbrio e estar com a saúde em dia fazem a diferença dentro e fora do jogo.

Como reduzir os riscos durante jogos decisivos?

Não existe milagre para quem não pôde ou não cuidou da saúde, mas é preciso começar o quanto antes. Algumas atitudes ajudam a proteger a saúde cardiovascular mesmo em momentos de forte emoção:

  • Manter acompanhamento médico regular;
  • Controlar pressão arterial e colesterol;
  • Evitar excesso de álcool;
  • Não fumar;
  • Dormir adequadamente;
  • Evitar excesso de alimentos ultraprocessados e sal;
  • Respeitar sinais do corpo.
Uma das recomendações médicas é evitar o excesso de alimentos ultraprocessados (Foto: Towfiqu barbhuiya/Unsplash)

Ansiedade e estresse afetam o coração?

O estresse emocional impacta diretamente o sistema cardiovascular. Situações de tensão intensa podem elevar a pressão arterial, aumentar os batimentos cardíacos e sobrecarregar o organismo, especialmente em pessoas com doenças pré-existentes. Além disso, hábitos comuns em dias de jogos como excesso de álcool, alimentação desequilibrada, cigarro e privação de sono também podem contribuir para riscos cardiovasculares.

Presença de um profissional qualificado que vai ajudar a prevenir complicações (Foto: Online Marketing/Unsplash)

Pessoas que sentem dor no peito, palpitações frequentes, falta de ar, pressão alta e/ou histórico familiar de doença cardíaca precisam manter acompanhamento médico. É essa presença de um profissional qualificado que vai ajudar a prevenir complicações e orientar hábitos mais seguros para a saúde do coração, e não transformar momentos de alegria e euforia em tristeza profunda e consternação.

Por isso, é muito melhor gritar “haja, coração”, do que “aja, coração”. Concorda?


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