O apelido bizarro que a princesa Diana deu à Camilla após descobrir traição

A década de 1990 ficou marcada como um dos períodos mais turbulentos para a monarquia britânica. Longe dos protocolos rígidos e das aparências perfeitas, a vida privada da família real virou combustível para os tabloides do mundo inteiro. O fim do casamento entre o então príncipe Charles e a princesa Diana não foi apenas um escândalo passageiro, mas um evento de impacto global que desafiou as tradições sobre o divórcio na realeza.
No centro desse furacão, as tensões aumentavam à medida que os detalhes sobre a convivência do casal vinham a público, revelando uma rotina de desconfianças e desgastes emocionais profundos.
Clima tenso no palácio
De acordo com relatos de pessoas que acompanhavam a rotina de perto, como Simone Simmons — amiga íntima de Diana e autora da obra “Diana: The Last Word” (2005) —, o clima nos palácios era de constante confronto. Diana chegou a questionar o marido diretamente sobre os boatos de infidelidade que circulavam nos bastidores.
A reação dele, no entanto, passava longe de um esclarecimento. Sem negar a situação ou inventar desculpas, o nobre apenas adotava o silêncio como resposta. Para Simmons, essa postura demonstrava uma falta de maturidade de ambos os lados para lidar com a gravidade do colapso matrimonial.
Como reflexo dessa guerra psicológica, a mão dos filhos do príncipe adotou táticas silenciosas de provocação no início dos anos 1990. Era comum que ela fizesse ligações telefônicas para a rival no meio da madrugada, desligando o aparelho assim que a chamada era atendida do outro lado da linha.
O desabafo público sobre o “casamento a três”
A confirmação de que a relação havia passado do ponto de retorno veio em uma entrevista histórica concedida à rede de televisão BBC. Diante das câmeras, a princesa expôs a realidade sufocante dos bastidores do palácio com uma frase que entrou para a história da cultura pop: “Bem, havia três de nós neste casamento, então estava um pouco lotado.”

Na mesma declaração, ela dividiu os pesos da separação, assumindo metade da culpa pelo fracasso da união, mas reforçando que a engrenagem daquela crise dependia da atitude de duas pessoas.
O apelido irônico nos bastidores da corte
O motivo de tanto desgaste tinha nome e sobrenome. Durante todo o casamento, o herdeiro manteve um relacionamento extraconjugal com Camilla Parker Bowles (que hoje ocupa o posto de rainha consorte).
Sabendo da presença constante da rival na vida do marido, Diana não poupava ironias e apelidou Camilla secretamente de “a Rottweiler”.
A explicação por trás do codinome canino foi revelada anos mais tarde pela própria Simone Simmons. Segundo a escritora, o termo traduzia exatamente a percepção que a princesa tinha da rival: a certeza de que, uma vez que aquela mulher mordesse alguém ou fincasse os dentes em um objetivo, ela simplesmente não soltaria mais. “Uma vez que ela [Camilla] morde alguém, não solta mais”, informou o Express.



