Deputados do Rio aprovam arma de eletrochoque para mulheres

No último dia de trabalho antes do recesso, deputados estaduais do Rio aprovaram nesta terça-feira, 30, uma série de projetos, entre eles o que permite o porte de arma não letal de eletrochoque por mulheres. O texto também inclui o spray de pimenta, que, no entanto, está liberado para mulheres no estado desde o ano passado. Cabe agora ao governador em exercício, Ricardo Couto, sancionar ou vetar o texto.
Pela proposta, mulheres maiores de 18 anos passam a ter o direito de comprar e carregar com elas a chamada arma de incapacitação neuromuscular não letal por eletrochoque. O equipamento de defesa, pelas regras do projeto, só pode ser vendido por lojas especializadas, com a limitação de uma arma por pessoa. Na compra, seria necessário apresentar documento de identidade com foto, “comprovando a condição de mulher, bem como comprovante de residência no estado”.
Na justificativa do texto, que gerou polêmica durante a tramitação, deputados defendem o acesso seguro e eficaz a armas não letais para legítima defesa. Os autores, Sarah Poncio (SDD) e Rodrigo Amorim (PL), citam a violência contra a mulher como uma grave realidade do Rio de Janeiro, onde os índices de feminício são colocados como alarmantes.
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