Pesquisa na Bahia acende alerta para Lula e o PT após caso Jaques Wagner

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A primeira pesquisa eleitoral realizada na Bahia após a operação que atingiu o senador Jaques Wagner (PT) mostrou um avanço de ACM Neto (União Brasil) sobre o governador Jerônimo Rodrigues (PT) na disputa. No programa Ponto de Vista, o editor José Benedito da Silva avaliou que o caso envolvendo o Banco Master já produz efeitos sobre o cenário político estadual, embora tenha se tornado um tema pouco explorado pelos principais adversários (este texto é um resumo do vídeo acima).
O que mostrou a nova pesquisa na Bahia?
O levantamento do Paraná Pesquisas indica ACM Neto com 49,2% das intenções de voto para o governo baiano, contra 37,5% de Jerônimo, uma vantagem de 11,7 pontos percentuais. Na rodada anterior, realizada em maio, o ex-prefeito de Salvador aparecia com 47,8%, enquanto o governador registrava 38,7%, diferença de 9,1 pontos. A pesquisa possui margem de erro de 2,6 pontos percentuais.
No cenário para o Senado, o ex-ministro, Rui Costa (PT), lidera a disputa, seguido por Jaques Wagner. O senador, porém, oscilou para baixo no limite da margem de erro: ele tinha 40,6% das intenções de voto em maio, ante 36,7% de agora. A rejeição a ele também aumentou numericamente, de 26,2% para 30,7.
O caso Jaques Wagner já produziu efeitos eleitorais?
Para José Benedito, o levantamento é o primeiro a captar possíveis reflexos da operação envolvendo o ex-líder do governo no Senado. “Essa pesquisa foi a primeira feita após o escândalo, e ela mostrou que o Wagner também perdeu quatro pontos ali na corrida para o Senado”, afirmou.
Embora o senador permaneça em posição competitiva, o editor considera que houve impacto perceptível entre uma rodada e outra. “Ele continua bem em segundo lugar, mas teve algum impacto nele. Não é pouca coisa entre uma pesquisa e outra”, avaliou.
Por que o Banco Master virou um ‘não-assunto’ na campanha?
Na avaliação de José Benedito, há um fator que ajuda a explicar a baixa exploração política do caso durante a campanha baiana. Segundo ele, ACM Neto também foi citado em reportagens relacionadas ao Banco Master, o que teria reduzido o interesse do União Brasil em transformar o episódio em principal tema da disputa. “O Banco Master é quase um ‘não-assunto’ na campanha eleitoral da Bahia”, afirmou.
O editor observou que ACM Neto “também foi parar no noticiário” após a divulgação de informações sobre o recebimento de recursos de uma operadora de fundos ligada ao Banco Master. “Como ele também tem um pouco de telhado de vidro, ele não tem usado isso com ênfase contra o PT na campanha”, disse.
Mesmo sem exploração direta, o caso pode influenciar o eleitor?
Para José Benedito, sim. Embora o tema não domine os discursos da campanha, o eleitor acompanha o noticiário nacional sobre as investigações envolvendo Jaques Wagner e outros integrantes do governo baiano. “Isso tudo vai acabar tendo impacto”, afirmou.
O editor lembrou que a Bahia ocupa posição estratégica no mapa eleitoral brasileiro por ser o quarto maior colégio eleitoral do país. Em sua avaliação, qualquer desgaste do PT no estado preocupa a campanha presidencial de Lula.
“Em 2022, foi o estado que deu a maior vitória para o Lula, com mais de 3 milhões de votos de vantagem sobre Bolsonaro. Foi fundamental para a vitória nacional. Qualquer prejuízo que o petismo esteja tendo num estado que governa há cinco mandatos pode ser ruim para o Lula e ter impacto negativo para a campanha do PT”, afirmou.
Como esse cenário pode influenciar a disputa presidencial?
A definição dos palanques presidenciais na Bahia ainda permanece em aberto. Tanto Lula quanto Flávio buscam construir alianças no estado.
VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.
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