Como a princesa Diana descobriu as traições do rei Charles III? Pacote misterioso foi crucial

O fim do casamento entre a princesa Diana e o rei Charles III, oficializado em 1996 após 15 anos de união, continua sendo um dos capítulos mais comentados da história da monarquia britânica.
Embora o divórcio tenha chocado o mundo, os bastidores da separação revelam que os problemas estruturais do casal começaram muito antes da troca de alianças.
O principal estopim para o desgaste público da relação foi a presença daquela que a própria Diana, em rede nacional, definiu como a “terceira pessoa” no casamento: Camilla Parker Bowles.
A história entre Charles e Camilla teve início bem antes do surgimento de Lady Di. Os dois se conheceram em uma partida de polo em 1970 e viveram um romance por cerca de um ano. O relacionamento chegou ao fim em 1971, quando o príncipe ingressou na Marinha Real.
Dois anos mais tarde, em 1973, Camilla se casou com Andrew Parker Bowles, o que parecia encerrar qualquer futuro ao lado do herdeiro do trono. Em 1980, Charles começou a namorar a jovem Lady Diana Spencer, então com 19 anos, casando-se com ela em julho de 1981.
No entanto, os sentimentos do passado não desapareceram e, em 1986, Charles e Camilla reataram o caso extraconjugal, mesmo ambos estando casados.
Embora o Palácio de Buckingham tenha confirmado os problemas conjugais apenas em 1992 — culminando no anúncio da separação em dezembro daquele ano —, Diana guardou por muito tempo o momento exato em que percebeu a infidelidade do marido.
Pouco antes de sua trágica morte, a princesa deu uma entrevista reveladora, informa o The Mirror, detalhando como descobriu a traição semanas antes de subir ao altar, em um episódio doloroso.
Diana revelou que encontrou um pacote suspeito dentro do escritório de um dos funcionários de Charles. Ao questionar o que havia ali, ouviu que não deveria olhar o conteúdo. A curiosidade a levou a abrir a embalagem, onde encontrou um bracelete de luxo.
“Eu ainda era imatura demais para entender todas as mensagens que vinham no meu caminho. E então alguém no escritório dele me disse que meu marido havia mandado fazer um bracelete para ela. Eu abri e lá estava o bracelete. Fiquei arrasada e disse: ‘Bem, ele vai dar isso a ela esta noite’. Então foi muita raiva, raiva, raiva. Tipo, ‘Por que você não pode ser honesto comigo?’, mas não, ele me ignorou completamente”, relembrou a princesa.
Os códigos secretos: “Gladys” e “Fred”
Os detalhes por trás do acessório tornam a situação ainda mais emblemática. De acordo com o biógrafo real Andrew Morton, o bracelete trazia gravadas as letras “G” e “F”. As iniciais faziam referência direta a Gladys e Fred, os apelidos secretos que Charles e Camilla utilizavam entre si para manter o romance longe dos holofotes.

A quebra de confiança foi mútua ao longo dos anos. Em 1994, por meio de entrevistas separadas na televisão, tanto o príncipe Charles quanto a princesa Diana admitiram publicamente que mantiveram relacionamentos extridiretos durante o período em que estiveram casados.
A oficialização de Charles e Camilla anos depois
Após a morte de Diana e o passar dos anos, Charles e Camilla assumiram o relacionamento de forma legítima perante a sociedade britânica. Em 2003, ela mudou-se oficialmente para a residência de Clarence House. Dois anos mais tarde, em 2005, o casal oficializou a união em uma cerimônia civil.
Na ocasião do casamento, a rainha Elizabeth II presenteou sua nova nora com o título oficial de Duquesa da Cornualha. Diante da perspectiva futura de Charles assumir o trono como rei, ainda permanece a indefinição nos bastidores da corte se Camilla adotará o título oficial de Sua Alteza Real, princesa Consorte, ou se será formalmente reconhecida pelo público como Sua Alteza Real, rainha consorte.
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