Filho de Sérgio Cabral é um dos alvos de operação da PF

O ex-deputado federal Marco Antônio Cabral (Solidariedade), filho do ex-governador do Rio Sérgio Cabral, é um dos alvos da nova fase da Operação Unha e Carne, deflagrada nesta quinta-feira, 2, pela Polícia Federal. Os agentes fizeram buscas na casa dele.
A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou buscas em 14 endereços e a prisão de três investigados. Um dos presos é o pastor Márcio Poncio, pai da deputada estadual Sarah Poncio (Solidariedade-RJ).
A quinta fase da investigação foi deflagrada a partir da análise de documentos apreendidos nas etapas anteriores, que segundo a Polícia Federal revelaram uma contabilidade paralela da lavagem de dinheiro, pagamentos indevidos e doações eleitorais irregulares.
A advogada Patrícia Proetti, que defende Marco Antônio, disse que ele nega qualquer participação em organização criminosa, lavagem de dinheiro ou recebimento de valores de origem ilícita e que está à disposição das autoridades para prestar os esclarecimentos necessários.
A Operação Unha e Carne foi deflagrada em 3 de dezembro de 2025. O então presidente da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar (União), foi preso por suspeita de vazar informações de um inquérito sigiloso da PF ao ex-deputado TH Joias, que vinha sendo investigado por envolvimento com o Comando Vermelho. Duas semanas depois, no dia 16 de dezembro, a Polícia Federal voltou às ruas na segunda fase da investigação e prendeu o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto, do Tribunal Regional Federal da 2.ª Região (TRF-2), acusado de ser o informante de Bacellar.
A terceira etapa da operação foi aberta em 27 de março para prender novamente Bacellar, que havia sido solto com tornozeleira eletrônica por ordem da Assembleia Legislativa. Moraes expediu um novo mandado de prisão depois que o mandato do ex-deputado foi cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no mesmo processo que condenou o ex-governador Cláudio Castro (PL) no caso Ceperj.
A fase mais recente, em 5 de maio, prendeu o deputado estadual Thiago Rangel (Avante-RJ), suspeito de operar fraudes em contratos da área de Educação do estado e de envolvimento com o crime organizado.
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