Podcast discute articulação política de mulheres evangélicas e disputa pelo voto delas

Num país em que as evangélicas somam mais de 26 milhões de pessoas, segundo o IBGE, nenhuma campanha majoritária pode ignorá-las. Mesmo antes do início oficial da corrida eleitoral, políticos e políticas disputam o protagonismo na conversa com essa fatia decisiva do eleitorado brasileiro.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF), vista como um ativo do bolsonarismo na busca pelo voto feminino e evangélico, fez um aceno direto a essas eleitoras na semana passada. No vídeo em que critica o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ela falou às mulheres, unindo religião e ideologia conservadora.
A reação dentro do mesmo campo político expôs tensões: o influenciador Paulo Figueiredo afirmou que mulheres “votam muito mal”, levando Flávio Bolsonaro a repudiar a fala do aliado dias depois.
No Café da Manhã desta sexta-feira (3), a jornalista, pastora e diretora do Novas Narrativas Evangélicas Luciana Petersen conta o que as mulheres representam hoje para as igrejas evangélicas e quais pautas aproximam ou afastam esse grupo diverso. E a repórter da Folha Anna Virginia Balloussier explica como as evangélicas estão sendo disputadas na eleição e como os discursos políticos são calibrados para alcançá-las.
O programa de áudio é publicado no Spotify, serviço de streaming parceiro da Folha na iniciativa e que é especializado em música, podcast e vídeo. É possível ouvir o episódio clicando acima. Para acessar no aplicativo, basta se cadastrar gratuitamente.
O Café da Manhã é publicado de segunda a sexta-feira, sempre no começo do dia. O episódio é apresentado pela jornalista Gabriela Mayer, com produção de Gustavo Luiz, Jéssica Cruz e Laura Lewer. A edição de som é de Raphael Concli.
Folha de São Paulo



