A aposta de risco de Antonio Rueda no Rio

Presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda resolveu disputar a eleição a deputado federal pelo Rio. Será a primeira vez que ele concorrerá a um cargo nas urnas. A questão é que, sendo de Pernambuco, e vivendo na rota entre Brasília e São Paulo, sua pré-candidatura estava atrelada no estado à do ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella ao Senado. Nesta terça-feira, 07, Canella foi alvo de busca e apreensão da Polícia Federal na 6ª fase da Operação Unha e Carne, que investiga o uso de uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana para lavar dinheiro. Pelo esquema, que também teria o envolvimento do ex-secretário da Polícia Civil Marcus Amim, outro alvo, foram movimentados R$ 7,6 bilhões.
No meio político fluminense, há tempos se especulava que Canella, ex-deputado estadual, estaria na mira da PF. A Operação Unha e Carne já tirou do jogo eleitoral Rodrigo Bacellar, que trabalhava para ser candidato a governador pelo União Brasil de Rueda. Ele era o todo poderoso da Alerj, mas hoje está preso. Bacellar é suspeito de vazar para TH Joias, que seria o braço político do Comando Vermelho na Assembleia, informação sobre operação da Polícia Federal que levou o colega para o xadrez. Depois disso, o ex-presidente do Legislativo foi apontado como líder de uma organização criminosa que atuava dentro da Secretaria estadual de Educação – desta vez, o deputado encaminhado à prisão foi Thiago Rangel.
Em suas andanças pelo Rio, Rueda estava sempre colado em Canella. O ex-prefeito, pelo último levantamento do Paraná Pesquisas, de 2 de julho, aparece atrás de Benedita da Silva (PT) e embolado em um segundo lugar com Marcelo Crivella (Republicanos) e Pedro Paulo (PSD). Crivella somou 25,9%; Canella, 21,9%; e Pedro Paulo, 21,5%.
O político da Baixada Fluminense integra a chapa encabeçada pelo PL no Rio. O atual pré-candidato ao Palácio Guanabara é Douglas Ruas, eleito presidente da Alerj. O outro nome do grupo para o Senado, que seria o do ex-governador Cláudio Castro – fora da composição após entrar em duas operações da PF -, ainda está em discussão dentro do partido de Flávio Bolsonaro.
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