Olivia Araujo transforma a passagem do tempo em celebração: ‘A próxima idade é a melhor, porque cheguei até ela’

A arte sempre foi o fio condutor da trajetória de Olivia Araujo. Seja no teatro, no cinema ou em projetos que atravessam fronteiras, a atriz segue construindo uma carreira marcada pelo compromisso com histórias capazes de provocar encontros, despertar reflexões e ampliar o diálogo entre diferentes culturas. Em um momento de intensa produção artística, ela celebra novos trabalhos sem perder de vista aquilo que considera essencial: a potência transformadora da arte.
Em entrevista exclusiva à CARAS Brasil, Olivia Araujo confessa ao falar da participação no filme Quinze Dias, revela sobre a emoção de representar o Brasil no FESTECA, na África, e compartilha a relação profunda que mantém com o teatro, definido por ela como sua ‘primeira língua’.
Próxima de completar 54 anos em novembro de 2026, a atriz também faz uma reflexão delicada sobre a passagem do tempo. “Eu sempre penso que a próxima idade é a melhor, porque cheguei até ela!”, declara Olivia Araujo.
Arte sem fronteiras
Reconhecido como um dos principais encontros dedicados às artes cênicas em Angola, o FESTECA (Festival Internacional de Teatro do Cazenga) acontece no ANIM’ART (Centro de Animação Artística do Cazenga), em Luanda. O evento reúne mais de 30 grupos artísticos e promove uma programação diversificada. Ao falar sobre a participação no gramde evento, Olivia Araujo evidencia uma visão ampla sobre o papel da arte na sociedade.
“Uma emoção imensa. Olhar o mar do outro lado do continente me suscita vários sentimentos. E, como artista, é o que desejamos: levar a nossa cultura o mais longe que pudermos, pois não existe arte sem troca. Feliz demais com essa oportunidade, ainda mais sendo na África”, revela.
Abaixo, confira trechos editados da entrevista de Olivia Araujo à CARAS Brasil.
Como foi a participação no filme ‘Quinze Dias’?
– Eu vivo uma psicóloga que também se chama Olivia. Ela acompanha o Felipe (nosso protagonista) e o ajuda a entender os seus conflitos, sentimentos e a lidar com eles. Durante o filme, ela vai estimulando-o a entender e confrontar seus medos.
O que mais te motivou a aceitar participar deste projeto?
– É um feliz reencontro com o diretor Daniel Lieff, que fez parte da equipe de Domésticas, em 2001, meu primeiro longa. E a própria história em si. Conheci o livro depois de ler o roteiro do filme e adorei a personagem, que tem humor. Enfim, daqueles projetos inegáveis.
A arte/teatro são formas de romper barreiras?
– Sem dúvida alguma, rompe barreiras, conecta pessoas, transforma pensamentos, incentiva questionamentos… A arte transforma e leva beleza aos lugares mais áridos. A minha relação [com o teatro] é total, a minha primeira língua, vamos dizer assim. É o lugar onde me reorganizo, onde me sinto segura para que as minhas emoções, das mais delicadas às mais brutas, estejam todas a serviço do atuar, a serviço do palco.
Próxima de completar 54 anos, como define esta fase?
– Eu sempre penso que a próxima idade é a melhor, porque cheguei até ela! E já aprendi algumas coisas que me fazem olhar com ainda mais alegria e confiança em mim.
Quais as novidades para este ano?
– Sigo no teatro com meu solo ‘Voar é o que me põe de pé’ e ‘Negra Palavra – Poesia do Samba’, com o Complexo Negra Palavra, os espetáculos que me levaram ao festival. Também fiz parte do filme Pedro e Nina. E temos ainda outros trabalhos por vir este ano.
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