A ferramenta da CNI que visa conter impacto financeiro de desastres climáticos na indústria

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O Guia da Indústria para Adaptação à Mudança do Clima, lançado nesta quinta-feira pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), traz um alerta preocupante: para cada aumento de 0,1 °C na temperatura média global, estima-se que 5,6 bilhões de reais serão adicionados em prejuízos econômicos causados por desastres naturais no Brasil.
O documento visa fortalecer as cadeias de valor, tornando-as mais resilientes frente aos desafios climáticos atuais. Entre os setores que figuram como maiores focos da iniciativa, destacam-se o têxtil, o de alimentos e o de óleo e gás.
Além de orientações sobre como enfrentar os danos físicos causados pelas condições climáticas adversas, o texto alerta para os desafios regulatórios do mercado de carbono, que gera custos adicionais para quem não investe na descarbonização das matrizes. Na prática, a ferramenta ajuda a transformar a adaptação climática em um pilar comercial estratégico para as companhias.
Diante da frequência cada vez maior dos eventos extremos, o diretor de Relações Institucionais da CNI, Roberto Muniz, defende que o ajustamento climático precisa ser integrado ao planejamento de longo prazo das empresas. O executivo acredita que o guia vai funcionar na “identificação de riscos físicos, como secas, inundações, incêndios florestais e elevação do nível do mar, além de riscos de transição ligados a pressões regulatórias, mudanças tecnológicas e novos comportamentos do consumidor” comenta.
A iniciativa da principal entidade representativa do setor industrial brasileiro — que coordena 27 federações estaduais e articula políticas públicas diretamente com o governo federal — tem o potencial de projetar o país como um destino estratégico para investimentos estrangeiros, dada a abundância de energia limpa na matriz nacional. Essa característica se torna um importante diferencial em um cenário marcado pela concorrência acirrada. “Mais do que um guia técnico, este plano é um instrumento de transformação, que posiciona a indústria brasileira como protagonista na agenda climática global, garantindo competitividade, segurança e sustentabilidade”, reforça Muniz.
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