Quaquá coordenará campanha de Lula no Rio, contrariando parte do PT

O diretório estadual do PT no Rio deliberou nesta semana que o prefeito de Maricá e vice-presidente nacional do partido, Washington Quaquá, será o coordenador da campanha à reeleição do presidente Lula no estado. O petista é visto como um elo importante entre a legenda e Eduardo Paes (PSD), pré-candidato a governador.
Mas a decisão, mesmo que unânime entre os integrantes do diretório, comandando por Diego Zeidan, filho de Quaquá, deixou alguns caciques da legenda contrariados. O deputado federal Lindbergh Farias e o ex-secretário especial da Presidência da República André Ceciliano estão entre os insatisfeitos com a nova posição do prefeito de Maricá, que andou brigando por causa dos suplentes de Benedita da Silva ao Senado.
Mas as divergências são antigas. Em outubro do ano passado, por exemplo, Quaquá acusou lideranças ligadas ao Planalto de usarem a máquina para fazer “política própria”, deixando Lula de lado. Farias respondeu chamando o vice-presidente nacional de “desprezível” e “cheiro de esgoto”.
Com Benedita, a discussão também se tornou pública. A pré-candidata ao Senado, primeira colocada nas últimas pesquisas, quer Manoel Severino, ex-presidente da Casa da Moeda e seu ex-secretário estadual, como suplente; já o prefeito de Maricá defendia os nomes do vereador Felipe Pires e do cantor gospel Kleber Lucas para a vaga. No grupo do partido no WhatsApp, Quaquá chegou a escrever que retirava seu apoio a Benedita, acusando a deputada e seu grupo de querer criar uma “capitania herditária” no PT.
Nos últimos dias, ele buscou uma pacificação com a deputada e postou foto ao lado dela, de Paes e de Pedro Paulo, pré-candidato ao Senado do PSD. O discurso na legenda era de unidade. “Não é hora de pensar com o fígado”, escreveu. Mas, depois de todo o “tiroteio”, o clima no PT é de desconfiança.
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