Política

Estado do Rio tem cerca de R$ 72 bilhões em recursos públicos investigados por corrupção, diz jornal

Investigações envolvendo a corrupção de políticos de direita colocaram sob suspeita R$ 71,8 bilhões dos cofres públicos no Rio de Janeiro. A cifra representa mais da metade do orçamento estadual para este ano, estimado em R$ 126,7 bilhões, o que inclui todas as despesas do governo fluminense, desde a folha de servidores até o custeio de obras.

O montante seria suficiente para executar com sobra as 15 principais obras de expansão da mobilidade na Região Metropolitana. Para isso, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) estima um custo de R$ 68 bilhões. Entre eles está a Linha 3 do metrô, que ligaria a capital a Niterói e São Gonçalo por meio de um trecho sob a Baía de Guanabara. 

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O levantamento do jornal O Globo leva em conta a soma de contratos e recursos públicos investigados por diversos órgãos de controle e segurança pública entre 9 de junho de 2025 e 9 de julho de 2026. Ao longo desse período, a Justiça também bloqueou R$ 122 milhões em bens e valores dos investigados.

Entre os alvos estão políticos, ex-gestores públicos, servidores estaduais e municipais, policiais civis, empresários, organizações sociais da saúde e instituições públicas. As investigações são conduzidas, além da PF, pelo Ministério Público do Rio, pela Polícia Civil, pelo Ministério Público Federal, pela Controladoria-Geral da União e pelo Tribunal de Contas do Estado.

Fraude da Refit

O maior valor estimado aparece na operação Sem Refino, da Polícia Federal (PF), que analisa fraudes envolvendo cerca de R$ 50 bilhões e tem como alvos o ex-governador Cláudio Castro (PL) e o empresário Ricardo Magro, dono do grupo Refit. 

Um desdobramento da investigação apontou um esquema de favorecimento à refinaria por parte do governo estadual, além de irregularidades na concessão de incentivos fiscais.  

Na sequência, aparece a apuração de um esquema estimado em R$ 7,6 bilhões de lavagem de dinheiro em postos de gasolina da Região Metropolitana e tem como alvos o ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União) e o ex-secretário de Polícia Civil Marcos Amim.  As prisões foram deflagradas na última semana, no âmbito da sexta fase da operação Unha e Carne. 

Também está na lista a primeira fase da operação Compliance, que investiga suspeitas de fraudes de R$ 3 bilhões no Rioprevidência; a quinta fase da Operação Unha e Carne, que teve como alvo o pastor Márcio Pôncio, o ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar e o contraventor Adilsinho, na qual houve o bloqueio de bens e valores que somam R$ 22 milhões. 

Bacellar é investigado desde 2025 sob suspeita de repassar informações sigilosas da Operação Zargun ao ex-deputado TH Joias, apontado como articulador político do Comando Vermelho. Ao ser preso, agentes encontraram R$ 90 mil em espécie no carro do então presidente da Alerj.




Brasil de Fato

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