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Testamento do ator Sam Neill deixa regra para divisão da fortuna de R$ 91 milhões

A morte do ator Sam Neill comoveu os fãs ao redor do mundo nesta semana. Ele partiu aos 78 anos de idade e deixou uma herança de US$ 18 milhões – cerca de R$ 91 milhões. Com isso, o conteúdo do testamento dele foi revelado pelo site RadarOnline.

De acordo com a publicação, o astro elaborou um testamento detalhado para evitar brigas entre a família após sua morte. No documento, ele deixou claro que seu desejo é que seu patrimônio seja dividido igualmente entre os quatro filhos.

O site ainda revelou que o testamento foi feito quando ele estava com câncer há alguns anos, sendo que ele estava em remissão da doença quando faleceu e sua morte não teve relação com o linfoma de células T angioimunoblástico em estágio 3.

“Sam tinha um coração enorme e queria ter certeza absoluta de que não haveria discussões sobre seu dinheiro após sua partida. Durante sua luta contra o câncer, ele organizou seus assuntos e fez um testamento determinando que seu patrimônio, estimado em US$ 18 milhões, fosse dividido igualmente entre seus familiares. Ele queria que tudo ficasse muito claro, pois a família sempre vinha em primeiro lugar para ele. Ele lidou com isso de forma incrivelmente prática. Enfrentar o câncer o fez refletir sobre o futuro, e ele não queria que seus entes queridos tivessem de lidar com incertezas ou conflitos enquanto vivenciavam o luto. Seu desejo era que todos se lembrassem dele, e não que brigassem por dinheiro”, disse uma fonte do RadarOnline.

Parte do patrimônio do ator está em vinícola

Parte do patrimônio do ator Sam Neill envolve sua vinícola Two Paddocks, que é uma união de várias terras com vinhedos que ele vem cultivando desde a década de 1990 para a produção de vinho Pinot Noir. No site oficial do vinhedo Two Paddocks, Sam Neill escreveu um texto sobre a criação do seu próprio vinhedo em 1993. Ele contou que a plantação começou com cinco acres de Pinot Noir em Gibbston, Central Otago, no sul da Nova Zelândia. Ele e o amigo Roger Donaldson compraram terrenos vizinhos para criarem um único rótulo.

“Para nossa grande surpresa, nossa primeira safra, em 1997, foi muito melhor do que esperávamos, apesar de uma temporada de crescimento difícil. 1998 foi uma safra ainda mais notável e, em 1999, ficamos impressionados ao produzir um Pinot Noir que, em nossa opinião, era de classe mundial. Era um vinho de considerável complexidade, com um aroma incrível, fruta deliciosa e um final longo e agradável (dos clones 10/5 e 5). Tão gratificante tem sido este vinhedo ao longo dos anos (e tão pouco promissor como pasto para ovelhas) que plantamos mais 2 hectares de clones da Borgonha em 2008, elevando a área total do The First Paddock, em Gibbston, para 5 hectares“, disse ele.

E completou: “Desde o lançamento original em 1997, a cada ano subsequente produzimos um Pinot Noir (às vezes 4 ou 5 Pinot Noirs) que nos enchem de orgulho e que, para ser franco, são bons demais para serem desperdiçados com nossos amigos. Mesmo assim, eles ainda conseguem nos arrancar uma boa quantidade, e isso, aliado à generosa sede do Proprietário, explica a ocasional escassez do Two Paddocks Pinot. Resumindo, tornamo-nos extremamente ambiciosos – queremos produzir, ano após ano, o melhor Pinot Noir do mundo“.

Hoje em dia, o vinhedo conta com mais três propriedades, sendo: 2,8 hectares no Vale Earnscleugh; uma fazenda de 52 hectares, que é a sede principal e também é um local de pesquisa de ervas medicinais e culinárias; e um vinhedo em Bannockburn com 6 hectares. Com as novas terras, o projeto do ator se tornou uma vinícola com três grandes vales na Nova Zelândia.

De onde vem a fortuna de Sam Neill?

O sucesso financeiro de Sam Neill teve como alicerce suas cinco décadas de trabalho como ator. Embora tenha ganho reconhecimento inicial com o filme Minha Brilhante Carreira (1979), foi sua atuação como o Dr. Alan Grant em Jurassic Park (1993) que o impulsionou ao estrelato global. Sua filmografia incluiu papéis em produções como O Piano, O Encantador de Cavalos e a série Peaky Blinders, garantindo-lhe uma renda constante como um requisitado ator de personagens.

O segundo pilar de sua fortuna foi a Two Paddocks, sua vinícola na Nova Zelândia, fundada em 1993. O projeto, que começou como um pequeno vinhedo de cinco acres, tornou-se um negócio de sucesso com três grandes vales em Central Otago.

  • Diversificação: O empreendimento não foi apenas um “hobby de celebridade”, mas um negócio sério e certificado como orgânico, focado na produção de Pinot Noir de alta qualidade.
  • Gestão: O próprio ator era profundamente envolvido no negócio, desde o cuidado com a terra até a redação dos rótulos e a promoção da marca, tratando o projeto como um compromisso de vida.
  • Valorização: O negócio gerava receita anual na casa dos milhões e os ativos imobiliários, incluindo as quatro propriedades rurais, constituem uma parte significativa do patrimônio que ele deixou para seus quatro filhos.

Essa combinação de uma carreira longeva no cinema e a gestão de um negócio autêntico e bem-sucedido no campo permitiu que ele diversificasse sua riqueza entre dois continentes, garantindo um legado que vai além das telas.

Leia também: Antes de morrer, Sam Neill viveu reencontro emocionante com filho dado para adoção após 25 anos

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