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Mulher de Stênio Garcia faz acusação contra filhas do ator: ‘Não vou me calar’

A atriz Marilene Saade, de 58 anos, usou as redes sociais nesta quarta-feira, 15, para expor a disputa jurídica envolvendo seu marido, o ator Stênio Garcia, de 94 anos, a ex-esposa dele, Clarice Piovesan, e as filhas do artista, Cássia e Gaya.

Em um desabafo em vídeo publicado em seu perfil, ela defendeu o direito do companheiro de usufruir de seus antigos bens e criticou a postura da família dele. Formada em Direito pela PUC-Rio, Marilene destacou sua formação para justificar a análise pública do caso e saiu em defesa do marido.

“Estou vivendo e vendo dentro da minha própria casa uma injustiça, uma falta de ética, uma falta de moral, uma crueldade com um idoso de 94 anos, chamado Stênio Garcia Faro. Esse homem de bem, que tanto alegrou a casa e o coração de tantas pessoas, está tendo o direito dele de usufruto usurpado pelas filhas e pela ex-esposa”, disparou.

De acordo com Marilene, Stênio transferiu seu patrimônio para as herdeiras, mas manteve o direito legal de uso dos bens. Ela explicou que, após a saída do ator da TV Globo em 2020, os custos de saúde dele superam o valor de sua aposentadoria mensal de pouco mais de R$ 7 mil. “Ele sempre exerceu o usufruto. Foi sempre ele que pagou tudo, sempre foi o provedor delas, inclusive com mesadas muito altas. Hoje, naturalmente, não está mais trabalhando e vive apenas da aposentadoria, que não cobre todas as despesas de saúde, remédios e alimentação”, detalhou.

Inconformada com a situação legal, a atriz criticou a atuação da defesa das filhas e pediu mais rigor com as leis de proteção à terceira idade. “Ver um idoso de 94 anos, que trabalhou a vida inteira, tendo que lutar para exercer um direito garantido por lei, é algo que me revolta. Usufruto não se discute. É o direito de usar, gozar, fruir e dispor”, afirmou. Atuando ativamente na área, ela pontuou: “Sou presidente nacional da pasta dos idosos do Instituto de Combate à Violência Familiar e não vou me calar.”

Mulher de Stênio Garcia fala do processo e cobrança familiar

Marilene também rebateu as contestações feitas no processo sobre o padrão de vida do casal. Ela explicou que diversos serviços, como viagens e procedimentos estéticos do ator, são frutos de parcerias comerciais. “Graças a Deus somos muito benquistos e temos permutas em diversos setores. Tudo isso foi comprovado no processo e, mesmo assim, a gratuidade de Justiça foi mantida”, declarou.

Ela também esclareceu que a residência atual do casal, localizada em Camorim, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, pertence à sua própria família e passa por inventário desde o falecimento de sua mãe, em 2021. “Esse patrimônio da minha família está sendo usado para tentar tirar a gratuidade de Justiça de um idoso vulnerável. Eu não vou permitir que entrem na esfera da minha família para prejudicar os direitos dele”, garantiu.

A disputa envolve um apartamento de cerca de R$ 2 milhões que teria sido alugado sem a autorização do artista. Marilene relatou que buscou ajuda das herdeiras ao descobrir a locação, mas precisou desfazer-se de itens pessoais para custear despesas do marido. “Quando descobrimos que um apartamento havia sido alugado sem a anuência dele, eu liguei para pedir ajuda para pagar o plano de saúde. Eu vendi muitas coisas minhas, porque quem ama, cuida. Agora vocês também têm obrigação, como filhas, de dividir essa responsabilidade comigo. Parem de usurpar o direito de um idoso. Quem não ama, não cuida”, apelou.

Filhas do ator negam acusações

As filhas de Stênio Garcia negam as acusações e afirmam que o pai possui estabilidade financeira. Em entrevista recente ao programa Domingo Espetacular, da Record TV, Cássia declarou: “Ele não se encontra em nenhuma condição financeira vulnerável. Nunca precisou de ajuda nenhuma. Nem financeiramente, nem emocionalmente. Ele é um idoso de alto poder aquisitivo.”

O ator, contudo, reitera que se sente “abandonado” e reclamou do impasse familiar: “Me incomoda, é muito delicado você ficar assim… Parece sempre que você está disputando uma posição. Eu, com 90 e tantos anos, já passei dessa faixa de interesse econômico, financeiro.”

As irmãs insistem que tentam contato com o pai há anos. “Nunca abandonamos ele. Pelo contrário, o afastamento foi por parte dele. E, mesmo ele tendo se afastado, a gente nunca deixou de procurar ele em momento algum. A gente tenta, mas também não consegue falar com ele”, declarou Cássia. No entanto, a situação continua afetando a rotina do casal. “Me incomoda vê-lo sofrer, vê-lo ter a saúde debilitada demais, demais, demais”, concluiu Marilene.

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