TSE fará nova reunião com embaixadores para defender urnas atacadas por Flávio

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Depois de o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ter utilizado um encontro com representações diplomáticas em Brasília na última semana para espalhar suspeitas contra as urnas eletrônicas brasileiras, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pretende reunir embaixadores no próximo dia 17 de agosto para defender a higidez do sistema eleitoral. A ofensiva ocorre em meio a acusações do Zero Um, que deixou de lado uma roupagem pretensamente moderada e passou a repetir teses infundadas que levaram à inelegibilidade do pai ex-presidente, hoje condenado e preso por liderar uma tentativa de golpe de Estado.
Em resposta às indicações de que os Estados Unidos articulavam uma missão ao país para, segundo o The Washington Post, colocar em dúvida as urnas, o Ministério de Relações Exteriores negou visto ao secretário-assistente do Escritório de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho (DRL), Riley M. Barnes, e ao secretário-assistente adjunto Samuel Samson, que tinham viagem prevista a Brasília entre os dias 27 e 30 de julho. Segundo o TSE, a diplomacia americana será convidada para a nova reunião.
Os Estados Unidos estão sem embaixador no Brasil desde janeiro de 2025, quando Donald Trump tomou posse. O escolhido para ocupar o cargo é o deputado estadual Daniel Perez, presidente da Câmara dos Representantes da Flórida, e aliado do secretário de Estado Marco Rubio.
Desgastado com o episódio das urnas, Flávio Bolsonaro depois veio a público dizer que não tinha atacado o sistema eleitoral e que apenas pedia para que observadores internacionais acompanhassem a eleição presidencial brasileira. A Organização dos Estados Americanos (OEA), a União Europeia, o Parlasul, o Carter Center e a Rede dos Órgãos Jurisdicionais e de Administração Eleitoral dos Países de Língua Portuguesa (ROJAE-CPLP) já vão acompanhar o pleito, cujo primeiro turno está marcado para 4 de outubro.
O TSE havia informado neste sábado, 25, que foi procurado pela Embaixada dos Estados Unidos para tratar de uma possível reunião envolvendo representantes do governo norte-americano. Segundo a Corte, porém, o assunto que seria discutido não foi informado e o encontro acabou não sendo marcado em razão do recesso do Judiciário. O tribunal também não confirmou se os integrantes da missão eram os mesmos diplomatas que tiveram os vistos negados pelo governo brasileiro.
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