Política

Conheça participantes do 11º Treinamento em Jornalismo de Saúde da Folha

A 11ª edição do Programa de Treinamento em Jornalismo de Saúde da Folha teve início na última segunda-feira (10).

Ao longo de cinco semanas, os 11 participantes da turma conversarão com especialistas de diversas áreas e com jornalistas que cobrem o tema, terão oficinas de produção de texto e visitarão unidades de saúde e centros de pesquisa.

O programa é coordenado pela jornalista e escritora Francesca Angiolillo e tem patrocínio do Einstein Hospital Israelita e do Laboratório Roche.

O grupo acompanhou nesta quarta-feira (12) a cerimônia da 17ª edição do Prêmio Octavio Frias de Oliveira, no Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo), que reconheceu pesquisas relacionadas ao tratamento de um tumor cerebral agressivo e ao risco de recaída em pacientes com LMA (leucemia mieloide aguda).

A professora da USP (Universidade de São Paulo) Luisa Lina Villa, 75, foi premiada nesta edição na categoria Personalidade de Destaque. Uma das pesquisadoras responsáveis por reconhecer o HPV como a principal causa dos cânceres do colo do útero, ânus, pênis e orofaringe, a bióloga e bioquímica é uma das especialistas convidadas a falar no Treinamento.

Demografia médica no Brasil, o avanço da IA na medicina e judicialização na área da saúde são alguns dos temas das aulas previstas.

Ao final do período, a turma produzirá reportagens especiais que serão publicadas na Folha.

Conheça os trainees:

Eduarda Malveira, 24, é mineira de Montes Claros, mas mora em Natal (RN), onde cursa o segundo semestre de jornalismo na UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte). Ama a leitura e o trabalho voluntário. A saúde atravessa sua história: cresceu vendo a mãe coordenar projetos sociais na área e cursou dois períodos de enfermagem antes de encontrar na comunicação a forma de seguir ligada a essa causa. Com o Treinamento da Folha, espera ganhar experiência para isso.

Gabriel Gonçalves, 23, mudou-se de Poços de Caldas (MG) para São Paulo a fim de cursar jornalismo. Em quatro anos, foi redator, produtor e assessor de imprensa, além de produzir textos como freelancer. Ama esportes radicais e a natureza. Foi trainee de economia no Estadão antes de entrar para o Programa de Jornalismo de Saúde da Folha, onde quer se desafiar na reportagem, área que ainda não teve oportunidade de exercitar.

Gabriel Machado, 21, nasceu em Arapongas (PR), onde as ruas têm nomes de pássaros e, como eles, busca novos horizontes. Jornalista formado pela UEL (Universidade Estadual de Londrina), em 2025, teve Glória Maria como inspiração. Após o curso, foi para Ribeirão Preto (SP) e se considera um “nerd de transporte público”, curioso por desvendar caminhos desconhecidos. Apaixonado por música pop e suas divas, chega ao trainee da Folha disposto a aprender e experimentar outras formas de fazer jornalismo.

O cearense Ideídes Guedes, 34, nasceu e cresceu na periferia de Fortaleza (CE). Durante a infância, se apaixonou pela escrita observando a caligrafia de sua avó. Desde que se entende por gente, anota seus sentimentos. Foi atrás do sonho de criança e se formou jornalista pela UFC (Universidade Federal do Ceará). Dedicado aos direitos humanos, tem sempre os ouvidos atentos ao que todos têm a dizer. Em seu tempo livre, gosta de aprender sobre a cultura romena —apesar de nunca ter pisado no país europeu.

Paulistana, Jennifer Perossi, 22, está no penúltimo semestre de jornalismo na USP. Antes da faculdade, cursou ensino técnico em eletrônica, mas descobriu na escrita sua verdadeira vocação. Pessoa trans, vê na ocupação de espaços na imprensa uma forma de ampliar a representatividade e contribuir para uma cobertura mais qualificada sobre o tema. No jornalismo, encontrou na saúde uma área de interesse e busca aproveitar o treinamento para consolidar sua carreira.

Formada em comunicação pela UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora), Jhulia Caballero, 26, é apaixonada por jornalismo internacional. Nasceu na Bolívia, mas cresceu em Ipatinga (MG) e já fez intercâmbio na Coreia do Sul, tendo ali a oportunidade de escrever sobre turismo. Foi repórter de rua na TV Leste, em Governador Valadares (MG), onde vive, e publicou seu primeiro livro. Gosta de ler, jogar videogame e de sair para socializar. No trainee, espera expandir seus horizontes.

Paraense de Redenção, João Pimentel, 23, havia terminado o primeiro semestre de veterinária quando teve início a pandemia de Covid-19. O período lhe trouxe uma descoberta: ao ver infografias e dados da tragédia na televisão, percebeu que gostaria de trabalhar com comunicação. Dois anos depois, com o fim do isolamento, entrou no novo curso, na UFG (Universidade Federal de Goiás). Hoje formado, espera que o trainee lhe dê oportunidade de lançar um olhar da região Norte, onde nasceu, para o jornalismo.

João Victor Souza, 21, vem de Santa Maria (RS) e queria estudar relações internacionais. Mas, ao ser aprovado em jornalismo na universidade federal de sua cidade, apaixonou-se pelo curso, que era sua segunda opção. Gosta de ficar em casa, cozinhar e assistir a filmes com o namorado. Vê o treinamento como uma oportunidade grande e incomum para alguém vindo de fora dos grandes centros. Quer aprender tudo o que puder, além de conhecer na prática o cotidiano de uma Redação.

Luanda Costa, 21, cresceu cercada de bichos. Durante a infância, no bairro do Uruguai, periferia de Salvador (BA), transformou o lar num zoológico improvisado e sonhava em se tornar veterinária. Ao entender que, com a escrita, poderia ir além do cuidado, escolheu o jornalismo. Com a mesma mentalidade aberta, abraça o que a vida lhe trouxer e se mantém atenta a escutar e contar histórias.

Dividida entre duas paixões, a paulistana Luiza Lopes, 23, cursou ao mesmo tempo jornalismo na Cásper Líbero e história na USP. O interesse por saúde e ciência ganhou espaço com o estágio na revista Superinteressante. Leitora desde cedo, tem nos livros, de biografias a ficção, sua principal válvula de escape e vê no conhecimento histórico uma forma de compreender e narrar o presente.

Paula Diniz, 29, adora animais. Carioca, formou-se em biologia no IFRJ (Instituto Federal do Rio de Janeiro), onde iniciou a pesquisa com mamíferos. Na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), fez mestrado sobre bichos-preguiça e brinca que, com eles, aprendeu a ter paciência. É doutoranda na USP, investigando como fatores socioambientais afetam doenças na amazônia. Acredita que fazer ciência exige saber comunicá-la. No trainee, quer aprender a traduzir pesquisas para o público.

Folha de São Paulo

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