‘Graças a Deus o sigilo foi afastado’, diz Flávio, que pede liberação de inquérito de Lulinha

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, afirmou neste sábado (11) que a quebra do sigilo das investigações contra ele sobre o filme “Dark Horse“, que trata da vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), não terá impacto na campanha.
“Graças a Deus, o sigilo foi afastado de tudo e às claras para todo mundo ver o que eu sempre disse que não tem absolutamente nada de errado nesse filme. Estou muito tranquilo, o impacto é zero. Está tudo aberto para quem quiser ver”, disse Flávio, em Cabo Frio (RJ), onde cumpre agenda de campanha.
A divulgação dos documentos sobre o Banco Master e o ex-controlador da instituição Daniel Vorcaro mostrou a abertura de investigação contra Flávio Bolsonaro no inquérito do filme “Dark Horse“. A Polícia Federal apura a “possível prática dos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos correlatos”.
A suspeita é que parte dos recursos tenha sido destinada para bancar a estadia de Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio e ex-deputado federal, nos Estados Unidos.
“Para minha surpresa, estou sendo investigado há dois meses e o que é que surgiu contra mim? Nada. Esse é o maior atestado de idoneidade, é disso que eu precisava. Precisava vir a público para que todos pudessem parar com essa narrativa, para que o Lula não usasse mais essa narrativa. Ele viu que não tem nada de errado”, disse Flávio.
O senador disse que agora espera a divulgação dos documentos das investigações contra Fábio Luiz Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente.
“Agora eu estou aguardando a retirada de sigilo também do processo do INSS. Eu quero saber quanto de dinheiro foi roubado dos aposentados e foi parar na conta do filho do Lula, o Lulinha. Eu quero saber quais ministérios o Marcola, chefe de gabinete do Lula, abriu para o seu filho fazer negócios dentro do governo”, declarou.
O candidato do PL também pediu o levantamento do sigilo do inquérito das “fake news”, cuja relatoria foi retirada de Alexandre de Moraes pelo presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin.
“Eu quero saber todas as arbitrariedades e perseguições que o Alexandre de Moraes fez dentro do processo das Fake News, que tá aberto há sete anos perseguindo adversários políticos. Então, nada melhor do que a luz sobre as trevas para que tudo venha à tona e a população possa fazer o seu juízo de valor”, afirmou o candidato, também cobrando transparência no processo com relatoria do ministro Alexandre de Moraes.
Em discurso a apoiadores na praia do Forte, Flávio voltou a apostar na associação entre Lula e Moraes.
“O Lula deve muito ao Supremo. O Lula deve ao Supremo a sua descondenação. O Lula deve ao Alexandre de Moraes a sua elegibilidade. O Lula deve ao Alexandre de Moraes a sua eleição. O Lula deve para todo mundo, está com o rabo preso. O Brasil está sem presidente. Mas é por pouco tempo, porque está chegando o Flávio Bolsonaro”, afirmou.
Ele também disse que vai indicar cinco ministros ao STF caso seja eleito. O número considera um eventual impeachment de Moraes, que Flávio passou a defender.
“Eu vou indicar cinco homens e mulheres que são contra o aborto, contra as drogas, que respeitem a Constituição, que sejam a favor do desenvolvimento das cidades, sem essa radicalidade de licenciamentos ambientais que, na verdade, entravam o desenvolvimento”, disse, em discurso.
Folha de São Paulo



