Política

Alckmin acompanha missa em Aparecida após polêmica eleitoral com santa padroeira

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) acompanhou a missa solene em homenagem a Nossa Senhora Aparecida, na Basílica de Aparecida, no interior de São Paulo, na manhã desta segunda-feira (12), feriado que celebra o dia da padroeira do Brasil.

Ele estava acompanhado da mulher, Lu Alckmin, e de aliados políticos, como o ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), a deputada federal reeleita Tabata Amaral (PSB) e o marido, João Campos (PSB), candidato derrotado ao governo de Pernambuco.

Estava presente também Gilberto Kassab (PSD), candidato a vice na chapa de Ronaldo Caiado (PSD), terceiro colocado na disputa presidencial no primeiro turno.

Integrantes da cúpula do governo do presidente Lula (PT) compareceram à missa solene nesta segunda após a santa padroeira ter se tornado tema de embate político nas eleições presidenciais.

A polêmica ocorreu após o candidato à presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, ter prometido que um de seus primeiros atos, se eleito, será “decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo”. Ele não explicou o que isso implicaria para um Estado laico.

Procurada pela Folha em meio à discussão religiosa que ocupou o debate eleitoral às vésperas do primeiro turno, a campanha do senador afirmou que a ação seria apenas “simbólica”.

A declaração foi o pontapé inicial para a disseminação do boato de que Flávio iria destituir Nossa Senhora Aparecida do posto de padroeira do Brasil.

O filho de Jair Bolsonaro (PL) acusou, sem provas, a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) de colaborar com o PT para espalhar a informação falsa. Em nota, a instituição negou a acusação. “A mentira não se combate com outra mentira”, dizia o texto.

Antes da missa solene nesta segunda, o irmão Alan Patrick disse que Nossa Senhora é padroeira do Brasil “ontem, hoje e sempre”.

Após a missa solene, Alckmin visitou uma carreta da Saúde da Mulher, do SUS, posicionada no estacionamento da Basílica, ao lado do ministro Padilha.

Questionado sobre o envolvimento de Nossa Senhora na polêmica eleitoral, Alckmin não entrou no debate. “Nós defendemos a liberdade religiosa, cada um pode ter a sua religião e deve respeitar a religião dos outros, até quem não tem religião. Então essa é a beleza do Brasil, é um país de paz, e toda medida de violência, medida que vai contra as tradições, a nossa cultura religiosa, as tradições religiosas são muito ruins”, disse.

O vice também comentou o ato de Lula deste domingo na avenida Paulista e falou em virada no segundo turno. “Estamos crescendo na presença nas ruas presença e nas redes sociais. Eu me lembro que o Mario Covas, na sua reeleição em 1998, a diferença do adversário era quase 10%, quando ele foi para o segundo turno e ganhou a eleição”, disse.

Presente na missa solene ao lado de marido, Tabata Amaral disse que foi a Aparecida para agradecer pela recuperação de sua mãe, Reni Amaral, internada em estado grave há mais de uma semana após sofrer um acidente durante ato de campanha no parque da Independência, na zona sul de São Paulo.

A deputada contou que a mãe sofreu traumatismo craniano após ser atingida por um carrinho de rolimã. “Nós quase a perdemos”, disse a deputada. Reni foi extubada neste domingo e segue internada.

Folha de São Paulo

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