Catadoras e catadores declaram apoio a Lula em passeata realizada neste sábado (17), em Curitiba

Os profissionais da coleta de materiais recicláveis se reuniram em marcha neste sábado (17), em Curitiba, em agradecimento ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Durante o ato, as diversas contribuições de Lula para a categoria foram reconhecidas, como a Política Nacional de Resíduos Sólidos e seus mais de 20 anos de compromisso com as catadoras e catadores.
A manifestação iniciou no bairro Prado Velho e encerrou em frente ao Prédio Histórico da Universidade Federal do Paraná (UFPR), na Praça Santos Andrade – uma caminhada de mais de três quilômetros. As catadoras e catadores se uniram à ação pelo Dia Nacional de Luto e de Memória às Mulheres Vítimas de Feminicídio.
A ação que reuniu mais de 50 catadoras e catadores de Curitiba e Região Metropolitana teve como objetivo, além do apoio a Lula, buscar visibilidade para os profissionais em meio à cidade. Dentro da categoria reconhecem-se diversos benefícios entregues pelo governo federal, mas também a necessidade de preservar e ampliar conquistas.
A catadora e agente territorial, Marilza Aparecida, conta que o governo federal reconhece o trabalho dos profissionais da reciclagem, e por isso a importância de defender a reeleição de Lula. “Nós estamos lutando para não perder tudo aquilo que nós conquistamos junto a esse governo. E queremos conquistar muito mais”, afirma.
Em 2010, Lula (PT) sancionou a Lei nº 12.305, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos e pôs fim gradual aos lixões à céu aberto, aumentou a responsabilização em cadeia na gestão de resíduos e a inclusão dos catadores nas políticas públicas brasileiras com incentivos econômicos e sociais aos profissionais e à criação de cooperativas e associações. A proposta, que ficou mais de 20 anos parada, somente foi sancionada como lei no segundo mandato do petista.
“Muitos lixões foram fechados, até o maior lixão da América Latina que ficava no Rio [de Janeiro], no Jardim Gramacho, foi fechado; mas depois que o Bolsonaro assumiu, muitos catadores voltaram para o lixão e continuam ainda tendo muita gente dentro do lixão”, conta Aparecida. “Uma das conquistas que nós queremos é que não tenha mais nenhum catador dentro dos lixões, e que as prefeituras tenham políticas públicas para atender essas pessoas”, ressalta.

| Crédito: Priscila Ribeiro
Segundo Aparecida, já são mais de 50 organizações de catadoras e catadores pelo estado do Paraná, que realizam o trabalho diário de coleta. Uma das preocupações entre os profissionais com um possível governo de Flávio Bolsonaro (PL) – adversário de Lula (PT) no segundo turno das eleições – é a adoção da incineração de resíduos.
A queima de detritos acarretaria em preocupações ambientais e na perda de postos de trabalho para os coletores. “Não vai ser viável, nem para nós catadores, porque vai acabar com o nosso trabalho, mas também vai acabar com a saúde da população, porque a incineração é altamente poluente, é cancerígena. Vai estar tirando o sustento de muitas famílias que hoje sobrevivem do material reciclado”, destaca Aparecida.
*Estagiário sob supervisão de Murilo Bernardon



