A uma semana da eleição, campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro tentam alcançar indecisos

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A campanha eleitoral pela Presidência da República chega em reta final, exatamente uma semana da votação neste domingo, 27, com maior nível de acirramento entre os dois principais candidatos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Apesar da considerável falta de engajamento, nos números o ambiente eleitoral é de tensão elevada, levando cada declaração, agenda e movimento de campanha a ser pensado estrategicamente.
Os candidatos passam a concentrar esforços nos segmentos do eleitorado considerados determinantes para o resultado, ao mesmo tempo em que procuram consolidar seus respectivos discursos e ampliar a participação de seus apoiadores. Nas redes sociais e nos atos de campanha, a polarização permanece como uma das características centrais da disputa.
A última semana tradicionalmente impõe uma corrida contra o relógio: é preciso preservar os eleitores já conquistados, alcançar os indecisos e evitar que episódios negativos dominem a agenda.
Em uma eleição marcada pela forte divisão política, qualquer fato novo pode ganhar repercussão rapidamente e alterar o foco do debate público.
Lula chega à semana final defendendo sua candidatura e buscando manter a coalizão construída ao longo da campanha. Flávio Bolsonaro, por sua vez, aposta na força do campo político identificado com seu projeto e na mobilização de uma base eleitoral engajada. A disputa entre os dois concentra grande parte da atenção nacional e mantém o ambiente político sob permanente pressão.
Com as urnas a poucos dias de distância, começa a fase em que campanhas reduzem discursos de longo prazo e ampliam a comunicação dirigida ao eleitor. Este domingo, portanto, não é apenas mais um dia no calendário eleitoral, mas o marco de uma contagem regressiva em que Lula e Flávio Bolsonaro terão uma última semana para apresentar suas propostas, responder aos adversários e buscar convencer os eleitores antes da decisão nas urnas.
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