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Altar com imagens e decoração afetiva revela o cantinho mais especial da casa de Preta Gil no Rio

Preta Gil transformou um dos cantos de sua casa no Rio de Janeiro em um espaço que traduz sua história, sua fé e a relação com a própria ancestralidade. Em um vídeo exibido pelo canal Casa GNT, a cantora abriu as portas de seu lar e revelou o altar que mantinha em uma estante de madeira e metal, reunindo imagens de orixás do Candomblé, santos católicos e objetos carregados de significado afetivo.

Mais do que um elemento de decoração, o altar da casa de Preta Gil funcionava como um ponto de reconexão com suas raízes, sua família e sua espiritualidade. O espaço também reunia referências à sua trajetória e à influência de seu pai, o cantor Gilberto Gil, além de elementos ligados à natureza e à valorização da vida.

A revelação foi feita no oitavo episódio da série documental ‘Lar: Vida Interior‘, exibida pelo GNT. Saiba como o altar de Preta Gil no Rio de Janeiro refletia a personalidade plural da artista.

Como era o altar da casa de Preta Gil?

Ao apresentar o cantinho preferido de seu lar, Preta Gil explicou que o espaço reunia objetos relacionados à sua ancestralidade, sua fé e sua família. A estante tinha imagens de orixás do Candomblé, como Oxum, e de santos católicos, entre eles Nossa Senhora Aparecida e Santa Dulce dos Pobres, também conhecida como Irmã Dulce.

“Eu vou mostrar para vocês um cantinho do meu lar, da minha casa, que eu tenho muito xodó, que é esse cantinho aqui da minha espiritualidade, da minha ancestralidade, onde eu tenho meu altar”, afirmou a artista no vídeo.

Em seguida, Preta explicou o significado dos objetos que escolheu para compor o espaço: “Esse aqui é o meu cantinho. É onde eu reúno objetos que se reconectam com a minha ancestralidade, com a minha fé, com a minha família. Eu tenho dos orixás do Candomblé, eu tenho os meus santos católicos, que eu sou devota”.

A decoração afetiva refletia a forma como Preta Gil enxergava a própria identidade. Criada entre o Rio de Janeiro e Salvador, a cantora afirmou que sua fé era marcada por diferentes referências e experiências familiares.

“Muito do que eu sou é plural. Eu sou uma mulher das misturas, da diversidade, e acho que o meu altar, a minha fé, não poderia ser diferente do que eu sou. Isso é a minha essência”, declarou.

Quarto de Preta Gil em mansão no Rio – Foto: Reprodução/Instagram
Quarto de Preta Gil em mansão no Rio – Foto: Reprodução/Instagram

Imagens religiosas e flores deixavam o ambiente ainda mais afetivo

Além das imagens religiosas, o altar da casa de Preta Gil também estava inserido em um ambiente marcado pela presença de flores e elementos naturais. A cantora contou que sempre gostou de manter a casa florida e que, durante o período em que ficou mais tempo em casa, passou a se dedicar ainda mais ao cuidado com as plantas.

“Eu sempre gostei de flores desde criança. Minha casa é muito florida e aprendi durante a pandemia a cuidar delas, porque elas são para ser cuidadas, para serem regadas. É uma conexão minha com meu Orixá, com a natureza, com algo maior”, afirmou.

Para Preta, a decoração de uma casa não dependia de luxo ou de objetos caros. O que tornava um lar especial era a história construída dentro dele e os afetos que permaneciam em cada ambiente.

“Uma casa, para ser um lar, precisa de amor, precisa de afeto, precisa de raiz, de história. Você pode entrar no castelo mais suntuoso, sem amor, ele não vai ser um lar”, disse.

Por que o altar era tão importante para Preta Gil?

A espiritualidade também fazia parte da rotina da artista. Preta contou que tinha o hábito de agradecer e rezar diariamente, além de fazer meditação.

“A minha relação prática com esse altar é de agradecer, de rezar. Todas as noites eu faço uma meditação. Isso é muito importante, a gente entender e valorizar que estamos vivos e vamos agradecer”, explicou.

Entre as imagens que considerava importantes estavam Nossa Senhora Aparecida e Santa Dulce dos Pobres. A cantora relatou que tinha uma ligação especial com as duas figuras religiosas e com Oxum.

“Eu tive coronavírus no começo da pandemia e elas duas, junto com minha mãe Oxum, essas três, essa trinca de forças da natureza, elas realmente me levantaram”, contou.

Segundo o relato da artista, o altar se tornou uma representação visual de diferentes partes de sua vida: a fé católica, a espiritualidade do Candomblé, a ancestralidade, a família e a relação com a natureza.

Gilberto Gil aparece entre as memórias do altar

Outro elemento de forte valor afetivo presente no espaço era uma imagem de Gilberto Gil. Para Preta, o pai representava uma ligação direta com sua origem e com a forma como aprendeu a observar o mundo.

“E no meu altar tem meu pai, que é um ser que surgiu, que é uma… ele está vivo para mim, por isso eu escolhi colocar ele aqui, com toda minha gratidão”, afirmou.

A cantora também explicou por que a presença do pai tinha um significado tão especial em sua casa:

“Meu pai é importante porque ele me lembra de onde eu vim e é a minha raiz. E a minha janela pelo mundo. Ele que trouxe toda essa pluralidade para mim”.

Preta ainda destacou uma característica que admirava em Gilberto Gil: a capacidade de observar a vida, a natureza e as pessoas.

“Meu pai é um homem da observação. Ele é aquele que contempla e que presta atenção na natureza, no outro. Então ele fica na janela da casa dele olhando o mar, olhando as pessoas, observando. Ele é um grande observador da vida”, declarou.

 

A casa de Preta Gil refletia sua história e sua ancestralidade

A escolha dos objetos e das imagens no altar revelava uma característica marcante da trajetória de Preta Gil: a união de diferentes referências culturais, familiares e espirituais.

Filha de Gilberto Gil e Sandra Gadelha, Preta nasceu no Rio de Janeiro e passou parte da infância em Salvador. Ao longo da carreira, tornou-se cantora, atriz, apresentadora e empresária, além de construir uma trajetória marcada pela música, pela televisão e pelo Carnaval.

A artista iniciou sua carreira profissional trabalhando em produtoras antes de se lançar como cantora, em 2002. No ano seguinte, lançou seu primeiro álbum de estúdio, ‘Prêt-à-Porter’. Depois, também atuou em novelas, apresentou programas de televisão e criou o Bloco da Preta, que se tornou uma das principais atrações do Carnaval do Rio de Janeiro.

A história familiar e profissional ajudava a explicar a decoração afetiva de sua casa. No altar, a artista reunia referências que iam da fé à natureza e da família à própria trajetória de vida.

O resultado era um espaço que dizia muito sobre a moradora: uma casa com flores, imagens religiosas, lembranças familiares e objetos capazes de reconectar Preta Gil com suas raízes.

Preta Gil
Preta Gil – Foto: Instagram
Preta Gil - Foto: Reprodução / Instagram @pretagil
Preta Gil – Foto: Reprodução / Instagram @pretagil
Preta Gil
Preta Gil – Foto: Reprodução / Instagram
Preta Gil
Preta Gil – Foto: Reprodução / Instagram
Preta Gil foi diagnosticada com câncer colorretal em janeiro de 2023 e faleceu aos 50 anos
Preta Gil – Foto: Manuela Scarpa/ Brazil News
Preta Gil
Preta Gil – Foto: Reprodução / Instagram

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