Política

Alvo da PF, aliado de Flávio deve virar pivô de disputa entre PL e União Brasil

A candidatura de Márcio Canella ao Senado pelo Rio de Janeiro se tornou motivo de disputa nos bastidores entre o partido dele, o União Brasil, e o PL, partido de Flávio Bolsonaro. A legenda bolsonarista defende que ele seja trocado pela federação União-PP, após ter sido preso, nesta terça-feira, durante operação da Polícia Federal que apurava ilegalidades em postos de combustíveis do estado. Canella foi detido em flagrante por portar um fuzil, no banco de trás do carro.

A defesa pela desistência se deve ao provável desgaste que a presença dele causará ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e à candidatura de Douglas Ruas. Caciques do PL defendem que o delegado Felipe Curi (PP-RJ), ex-secretário de Segurança do estado, o substitua na chapa que terá Flávio como candidato à Presidência.

Acontece que os planos do presidente nacional do União Brasil, Antônio de Rueda, de se eleger deputado pelo Rio estavam diretamente ligados à candidatura de Canella. Rueda seria apresentado ao eleitorado de Belford Roxo, cidade onde Canella já foi prefeito, como o nome natural de uma dobradinha.

Sem isto, as chances do presidente do partido são consideradas nulas. Diante desta avaliação, Rueda já fez chegar ao PL a mensagem de que o caso será avaliado com cautela pelos próximos dias e que o nome de Canella seguirá sendo testado em pesquisas, antes de uma retirada de candidatura.

O União Brasil aguarda a possível soltura do ex-prefeito de Belford Roxo antes de qualquer manifestação oficial.

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