Alvo da PF por desvio de emendas, Valdemar já foi condenado no mensalão e citado na lava jato

Agora alvo de uma investigação que apura o desvio de emendas, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, já foi condenado no mensalão, investigado na operação Lava Jato, preso por porte de arma e indiciado em investigação sobre a tentativa de golpe.
Valdemar acumula uma série de acusações nos maiores escândalos já investigados no país. Em 2012, foi condenado a 7 anos e 10 meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro no mensalão.
O esquema atingiu em cheio a cúpula do PT, hoje principal adversário do PL. Na época, Valdemar foi acusado de receber propina em troca de apoio do PL ao governo Lula. O vice-presidente do petista, José de Alencar, era filiado à sigla.
Na época, Valdemar renunciou ao mandato de deputado federal, mas cumpriu parte da pena. Ele chegou a admitir que recebeu caixa dois da campanha de Lula.
Antes disso, ele chegou a ser acusado pelo Ministério Público Eleitoral de compra de votos nas eleições de 2006. O então deputado teria promovido um churrasco para 1.400 eleitores, em Bertioga, três dias antes das eleições.
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral), no entanto, absolveu o deputado. Na época, Valdemar disse que o evento não passou de uma confraternização da equipe.
Na Lava Jato, Valdemar foi alvo de uma investigação conduzida pelo STF (Supremo Tribunal Federal) com base nas delações de executivos da Odebrecht.
O procedimento foi aberto em 2017. A principal suspeita era o pagamento de propina em contratos da Valec, empresa pública federal de ferrovias. Em 2024, o inquérito foi arquivado pela corte.
Valdemar também foi indiciado pela PF (Polícia Federal) na investigação que apura a tentativa de golpe após as eleições de 2022. Ele nega. A PGR (Procuradoria-Geral da República), no entanto, ainda não o denunciou.
Em 2024, durante estas investigações, ele foi alvo de uma operação de busca e apreensão e acabou preso em flagrante por posse ilegal de arma após ter uma arma apreendida.
A PF fez buscas na casa e no gabinete do presidente do PL e encontrou uma pepita de ouro. A defesa afirmou que a arma era registrada e que a pedra tinha baixo valor.
No ano passado, Valdemar Costa Neto foi condenado pela Justiça do Distrito Federal após dizer que o PT teria organizado os atos de 8 de janeiro. No processo, alegou que deu uma opinião em contexto de debate político, mas teve que indenizar o partido em R$ 20 mil.
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Folha de São Paulo



