Anvisa cria grupo para acompanhar investigação sobre vacina da dengue do Butantan

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) criou nesta terça-feira, 16, um grupo de trabalho (GT) para apoiar as investigações sobre a vacina contra a dengue Butantan-DV, do Instituto Butantan. A medida foi publicada em portaria no Diário Oficial da União (DOU).
Em nota, a agência afirmou que o grupo terá como atribuições organizar as discussões técnicas, consolidar evidências e elaborar subsídios para a tomada de decisão regulatória. O GT terá caráter consultivo e será formado por profissionais convidados com relevância comprovada em estudos sobre o tema.
Segundo a Anvisa, a iniciativa reforça o rigor técnico e a transparência na avaliação regulatória das vacinas. “O monitoramento contínuo da segurança de vacinas é etapa essencial para assegurar a proteção da saúde da população e a confiança nas políticas públicas de imunização”, afirmou a agência.
Na semana passada, o Ministério da Saúde suspendeu preventivamente o uso da vacina após 42 pessoas apresentarem reações adversas. Cerca de 500 mil pessoas já foram vacinadas com a Butantan-DV. Entre os casos registrados, três foram considerados graves e, desses, duas pessoas morreram.
Conforme mostrou o Estadão, segundo a pasta, os três casos graves e as mortes representam um sinal de alerta para aprofundar os estudos sobre o imunizante, mas ainda não é possível afirmar que a vacina tenha sido a causa direta dos casos.
A coordenação do GT ficará sob responsabilidade da Quinta Diretoria (Dire5), enquanto a secretaria-executiva será exercida pela Gerência de Farmacovigilância (Gfarm). O grupo terá duração indeterminada e seguirá em atividade enquanto houver necessidade de acompanhamento das investigações sobre a vacina. A expectativa é que suas conclusões e recomendações sirvam de apoio técnico para os próximos encaminhamentos da Anvisa.
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E quem já se vacinou?
Como já explicou o Estadão, quem recebeu a dose única da Butantan-DV deve observar o estado de saúde por 21 dias após a aplicação.
Se houver sintomas como febre, dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos, tontura, sonolência excessiva, sinais de desidratação ou piora do estado geral, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde.
Se, após os 21 dias, nenhum desses sintomas aparecer, não há motivo para preocupação, já que não haverá mais componente ativo da vacina no organismo.
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