Aos 27 anos e com salário de R$ 5,4 milhões, jogador teve vida bem longe do luxo antes de defender a Seleção

Antes de entrar nos gramados da Europa e defender a Seleção Brasileira, o zagueiro percorreu um caminho bem diferente do futebol profissional. Longe dos holofotes e da rotina dos grandes clubes, o atleta, de 27 anos atualmente, precisou trabalhar em uma área totalmente fora do esporte para ajudar no sustento da casa antes de conseguir sua primeira grande oportunidade na carreira.
Nascido em Canela, no Rio Grande do Sul, o defensor em questão dividia a rotina entre os treinos, os estudos e o trabalho no negócio da família. Ao lado do pai, ele ajudava na produção de móveis planejados, participando de todo o processo, desde a visita à casa dos clientes até a medição e a montagem das peças.
A experiência no comércio familiar acompanhou o atleta até os 16 anos, quando decidiu dar os primeiros passos decisivos no futebol de base gaúcho. Após passagens por clubes locais e uma experiência no futebol sergipano, o zagueiro viu as oportunidades no esporte aumentarem e precisou deixar a rotina na marcenaria para trás.
Jogador carrega aprendizados da marcenaria
A mudança de rumo abriu portas para o mercado europeu e consolidação na elite do futebol mundial, levando-o à decisão de títulos internacionais pela Roma e alcançou a Seleção Brasileira. Estamos falando do jogador Roger Ibañez.
“A gente ia nas casas das pessoas, tirava as medidas, fazia orçamentos e depois executava. Eu entendo bastante até hoje disso porque aprendi muito com ele“, declarou o atleta ao relembrar a antiga profissão em entrevista ao site ESPN, em 2022.
Como Ibañez construiu seu patrimônio?
Antes de brilhar no futebol Europeu, Roger Ibañez, nascido no Rio Grande do Sul, deu início à sua caminhada profissional vestindo a camisa do PRS. As boas atuações no clube gaúcho logo despertaram o interesse do Fluminense, que garantiu sua contratação para a categoria sub-20 ainda em 2017.
A ascensão no Rio de Janeiro foi veloz. Já em 2018, o atleta ganhou espaço e fez sua estreia na equipe principal durante a disputa do Campeonato Brasileiro, mostrando uma maturidade que rapidamente chamou a atenção do mercado internacional.
A experiência no futebol europeu e a mudança para a Arábia
O sucesso nos gramados brasileiros virou passaporte para a Itália. Em 2019, Ibañez foi negociado com a Atalanta, mas teve poucas chances de atuar pelo clube de Bérgamo.
A virada de chave no continente europeu veio na temporada seguinte, ao se transferir para a Roma, onde viveu o período de maior destaque e regularidade no futebol do Velho Continente.
Em 2023, o atleta iniciou um novo capítulo no futebol árabe ao se transferir para o Al-Ahli. No Oriente Médio, Roger Ibañez assumiu o posto de titular absoluto, ultrapassou a marca de 100 partidas disputadas e empilhou dois títulos da Liga dos Campeões da Ásia.
A transferência também representou um salto financeiro expressivo: com vencimentos anuais estimados entre 8,5 e 10 milhões de euros, o atleta passou a faturar cerca de R$ 5,4 milhões por mês.

A trajetória de Ibañez na Seleção Brasileira
Embora tenha entrado no radar da Seleção Brasileira no ciclo para o Catar em 2022, o zagueiro ficou fora da lista final daquela edição. A grande oportunidade veio sob o comando de Carlo Ancelotti, que voltou a convocá-lo nos testes decisivos que antecederam o Mundial de 2026, nos Estados Unidos.
Consolidado no grupo do técnico italiano, o gaúcho garantiu sua vaga oficial para a Copa do Mundo disputada entre junho e julho de 2026. Durante o torneio, o defensor esteve em campo na partida de estreia do Brasil na fase de grupos, no confronto com Marrocos.
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