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Aos 86 anos, Sérgio Reis trocou fazenda de R$ 300 milhões por mineração de ouro

O cantor e compositor Sérgio Reis (86) encerrou em 2024 um longo capítulo de sua trajetória no agronegócio ao repassar suas propriedades rurais localizadas nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. O artista, conhecido por imortalizar a vida no campo na música sertaneja, decidiu vender suas grandes fazendas e o rebanho com mais de três mil cabeças de gado Nelore que mantinha na região Centro-Oeste do Brasil. A mudança não refletiu apenas o desejo de desacelerar, mas sim uma guinada nos negócios após uma descoberta surpreendente em suas terras.

Por que Sérgio Reis vendeu suas fazendas de gado?

O principal motivador para a liquidação do patrimônio rural, estimado em cerca de R$ 300 milhões, foi a descoberta de uma mina de ouro durante a construção de uma barragem na fazenda São Bento, em Cuiabá. Com isso, o artista optou por direcionar seus investimentos para a mineração. Além da nova oportunidade, a intensa rotina o impedia de gerenciar os negócios agropecuários de perto. Como o próprio cantor chegou a declarar: “Tocar uma fazenda dá muito trabalho. É preciso ficar em cima para que o negócio vá bem”.

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A relação do músico com o interior do país ultrapassa as canções de sucesso e as atuações em obras televisivas icônicas, como as novelas Pantanal, O Rei do Gado, A História de Ana Raio e Zé Trovão e Paraíso. Durante muitas décadas, o sertanejo direcionou os lucros de sua carreira fonográfica para a compra de terras. O objetivo era construir um polo de criação bovina rentável que servisse como santuário particular longe dos holofotes.

Como funcionava a produção nas propriedades rurais

O sistema implementado nas terras envolvia o ciclo completo da pecuária de corte com gado Nelore, uma atividade de alta rentabilidade. A manutenção de pastagens, vacinação preventiva e negociação de lotes demandavam uma operação diária rigorosa. A ausência do proprietário gerava gargalos operacionais difíceis de serem resolvidos apenas por intermediários.

A descoberta do ouro e a mudança de rota

O distanciamento físico tornou a gestão inviável para o padrão exigido, mas foi o achado mineral que mudou tudo de forma definitiva. Os principais fatores que levaram o músico a se desfazer de seus bens rurais em 2024 incluem:

  • descoberta de uma jazida de ouro na fazenda São Bento e a decisão de focar na mineração.
  • dificuldade técnica para conciliar a agenda de shows com a rotina da fazenda.
  • necessidade de diminuir o desgaste mental gerado pela administração direta de milhares de cabeças de gado.
  • vontade de manter a residência principal próxima de centros urbanos com ampla infraestrutura médica.

Qual o impacto da saída do cantor da pecuária

O repasse das terras encerrou o braço investidor do artista na comercialização de bovinos em grande escala. Os valores exatos movimentados na transação das fazendas permanecem sob sigilo contratual, mas marcaram a transição do cantor para o setor de mineração, consolidando sua nova fase empresarial observada agora em 2026.

Mesmo abrindo mão do título de produtor rural, o consagrado intérprete do clássico Menino da Porteira preserva sua identidade artística intacta. A negociação das propriedades representou um forte ajuste logístico e financeiro em 2024, assegurando que o veterano preserve sua herança cultural nos palcos brasileiros enquanto explora seus novos caminhos nos negócios, blindado contra as severas oscilações econômicas características da agropecuária.

Sérgio Rei apostou na criação de Gado Nelore – FOTO: YouTube/Reprodução
Sérgio Reis fazenda
Sérgio Reis tem priorizado vida tranquila longe de fazendas – FOTO: YouTube/Reprodução
Sérgio Reis fazenda
Sérgio Reis também tem fazenda no Pantanal – FOTO: YouTube/Reprodução

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