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Após 47 anos, verdadeiro motivo que impediu romance entre John Travolta e Olivia Newton-John é revelado

O sucesso estrondoso do clássico musical ‘Grease: Nos Tempos da Brilhantina’ (1978) esconde bastidores que, mesmo após 47 anos, continuam a fascinar o público.

Pouco antes do lançamento, embalado pelo sucesso na série ‘Welcome Back, Kotter’ e prestes a estourar mundialmente com ‘Os Embalos de Sábado à Noite’ (1977), John Travolta usou toda a sua influência recém-conquistada para garantir que Olivia Newton-John (1948-2022) fizesse o teste e entrasse para o elenco ao seu lado. O ator de 72 anos provou estar coberto de razão em seus instintos. “Eu não deixava quieto. Eu insisti que ela fizesse o teste e que nós a escalássemos”, disse ele.

A sintonia fina entre os intérpretes de Sandy Olsson e Danny Zuko foi o pilar para o longa arrecadar mais de 360 milhões de dólares e se tornar um dos musicais mais amados da história. Contudo, a forte ligação ultrapassou as telas de cinema. De acordo com uma fonte ouvida recentemente pelo portal Radar Online, o sentimento foi imediato: “Para John, foi uma atração instantânea por Olivia. Ele se apaixonou por ela”. Embora a estrela cogitasse dar uma oportunidade ao colega, o envolvimento amoroso acabou não prosperando na realidade, e o verdadeiro empecilho só veio à tona agora.

O obstáculo do “quase” romance

A revelação dos reais motivos por trás do namoro que nunca aconteceu consta na recém-lançada biografia ‘A Little More Love: The Life and Legacy of Olivia Newton-John’, escrita por Matthew Hild. O livro aponta que a barreira para o relacionamento foi a doutrina religiosa adotada por Travolta.

Dois anos antes do início das filmagens de ‘Grease’, ele havia se convertido à Cientologia. Apesar de ter considerado a crença do ator um limite definitivo, Olivia permaneceu balançada com a situação, tanto que, duas décadas mais tarde, ela chegou a sondar um colega de banda que fora casado com uma cientologista para compreender a dinâmica interna da instituição.

Na ocasião, ela teria demonstrado suas dúvidas pendentes: “Obviamente, você sabe que John [Travolta] é da Cientologia. Eu sei que a Igreja da Cientologia realmente o venera como um membro valioso. Se eu tivesse me casado com John, ele teria esperado que eu me tornasse da Cientologia?”. Ao ouvir do parceiro que a conversão não seria uma imposição, mas sim fortemente incentivada, a artista confirmou seu maior receio e concluiu: “Obrigado. Isso era tudo que eu precisava saber.”

Em sua própria autobiografia, lançada em 2019, Olivia já havia admitido que a lembrança daquela forte atração inicial ainda permanecia viva em sua mente: “Quando entramos juntos na sala, foi mágico, todos perceberam isso. Sim, nós realmente gostávamos um do outro e havia uma atração ali”, disse ela. Embora ambos sempre tenham negado publicamente o romance na vida real sob a justificativa de estarem comprometidos com outras pessoas na época, o elenco lembrava o quanto ele era caidinho por ela.

Didi Conn, intérprete de Frenchy Palardino, revelou que, em certo momento das gravações, Travolta surpreendeu a companheira com um beijo que acabou deletado da versão final: “É perceptível que ela ficou surpresa em um primeiro momento, e então ela respondeu. Foi quente e foi ótimo. Eles não estavam atuando naquele momento. Era como se ele tivesse tido a sua chance e quis aproveitar. Foi real, de verdade mesmo.”

Amizade de John Travolta e Olivia Newton-John

Para o eterno Danny Zuko, a colega de cena sempre ocupou um lugar inigualável. “Se você foi um jovem nos anos 70, você vai lembrar aquela capa de álbum da Olivia com a camiseta azul, aqueles olhos azuis te encarando. O sonho de cada menino, de cada homem era: ‘Eu amaria ter essa garota como minha namorada’”, declarou o ator.

Ao conviver com ela no set de filmagens, ele se encantou por características que iam muito além do aspecto físico. “John ficou apaixonado por Olivia. Ela era cinco anos mais velha que ele. Ele sabia que ela era o tipo de mulher que seria direta com ele, não havia nada pretensioso nela. Ela também era carinhosa e amável, e tinha uma voz cativante”, pontuou um informante.

Mesmo sem o desfecho romântico, Travolta permaneceu profundamente devotado à atriz. A recusa amorosa deu lugar a uma sólida amizade de 45 anos, que rendeu novas parcerias profissionais, como no longa ‘Embalos a Dois’ (1983) e no álbum natalino ‘This Christmas’ (2012). A própria Olivia costumava enaltecer o porto seguro que encontrava no amigo: “Me sinto seguro quando estou com ele. Ele sempre foi meu protetor”, disse ela. Segundo o insider, o apoio mútuo foi constante diante dos momentos mais difíceis de suas trajetórias: “Ela foi um suporte para ele durante seus altos e baixos e ele foi um amigo devoto durante a batalha dela contra o câncer”.

O falecimento da estrela, após três décadas enfrentando o câncer de mama, deixou o ator completamente desolado, uma dor intensificada pelo fato de sua própria esposa, Kelly Preston, ter partido em 2020 em decorrência da mesma enfermidade.

Na época da despedida, o astro publicou um tributo doloroso em suas redes sociais: “Minha querida Olivia, você tornou a vida de todos nós muito melhor. Seu impacto foi incrível. Eu te amo demais. Nós vamos nos ver no final do caminho e vamos ser ótimos juntos novamente. Seu desde o momento em que te vi e para sempre! Seu Danny, seu John”, escreveu.

Quatro anos após a perda da amiga, as lembranças continuam intensas. “Ele a amou muito. Não tem um dia que ele não pense nela”, concluiu a fonte.

Olivia Newton-John e John Travolta – Foto: getty Images

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