Após decisão de Moraes, Eduardo Bolsonaro diz que seu pai “está num cativeiro”

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Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que vive autoexilado nos Estados Unidos desde março do ano passado, disse que seu pai está vivendo “num cativeiro“.
A declaração do ex-parlamentar aconteceu um dia depois do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinar pela suspensão de visitas “político-eleitorais” a Jair Bolsonaro até o fim das eleições deste ano. Condenado por tentativa de golpe de Estado, o ex-presidente cumpre a pena em sua casa, em Brasília.
O ministro decidiu também pela manutenção de Bolsonaro em regime domiciliar. “Meu pai não está numa prisão domiciliar, meu pai está num cativeiro”, escreveu Eduardo Bolsonaro no X, antigo Twitter.
Por 30 dias, Bolsonaro estará proibido de receber visitas gerais, com exceção dos médicos, fisioterapeutas e advogados. Moraes decidiu ainda manter a suspensão das visitas do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência, ao pai por 90 dias.
O filho Zero Um de Bolsonaro tinha direito de visitar o ex-presidente na condição de advogado até semana passada, mas perdeu esse direito quando divulgou a carta intitulada “Carta aos brasileiros”, escrita por Bolsonaro, na qual ele pede que os aliados deixem as diferenças de lado e afirma que Flávio Bolsonaro é a melhor opção para concorrer ao Planalto neste ano.
“O texto da ‘Carta aos brasileiros’ claramente comprova que Jair Messias Bolsonaro pretendia comunicar-se com seus apoiadores políticos por intermédio das redes sociais de seu filho”, argumentou o ministro do STF na decisão de sexta-feira.
Moraes alertou os advogados de Bolsonaro que o ex-presidente pode perder o benefício da prisão domiciliar, caso descumpra as restrições impostas a ele de novo.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) também se manifestou a favor da manutenção de Jair Bolsonaro em prisão domiciliar. No entendimento da PGR, a carta de Bolsonaro tinha o objetivo de “alcançar e influenciar o público com interesse no processo eleitoral deste ano”. Ainda segundo a procuradoria, a divulgação do texto violou restrições anteriormente impostas a Bolsonaro pela Justiça, como a proibição do uso de “celular, telefone ou qualquer outro meio de comunicação externa” – diretamente ou pior meio de terceiros.
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