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Após dias desaparecido, corpo de ator foi encontrado dentro de baú no Rio

O caso envolvendo o ator Jeff Machado segue sendo um dos episódios criminais mais impactantes do país, com desdobramentos que continuam avançando em 2026. O artista, que estava desaparecido desde janeiro de 2023, teve sua morte confirmada meses depois, quando a polícia encontrou seu corpo no dia 22 de maio de 2023, escondido dentro de um baú e enterrado sob uma espessa camada de concreto em uma residência no Rio de Janeiro. O laudo inicial apontava que ele estava com os braços amarrados acima da cabeça e ferimentos no pescoço.

As investigações conduzidas pela Polícia Civil, por meio da Delegacia de Descoberta de Paradeiros, indicaram que o caso envolvia homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Um dos pontos decisivos foi a quebra de sigilo telefônico de suspeitos, que levou à localização do corpo. Segundo a corporação, dois homens foram apontados como responsáveis pelo crime: Bruno de Souza Rodrigues, produtor artístico e amigo da vítima, e Jeander Vinícius da Silva Braga, que chegou a confessar participação na ocultação do corpo, embora negue ter cometido o assassinato. Um deles foi preso, enquanto o outro permaneceu foragido por um período.

Versões, disputas e disputa judicial em andamento

Durante o andamento do processo, surgiram diferentes versões sobre o caso. A defesa de um dos acusados alegou a existência de uma terceira pessoa envolvida, chamada “Marcelo”, que teria participado de uma gravação íntima e estaria ligado ao crime. Essa versão, no entanto, foi contestada pela polícia, que considera a hipótese uma tentativa de desviar a responsabilidade dos réus. O Ministério Público do Rio de Janeiro sustenta que o crime teria sido motivado por interesses financeiros, envolvendo promessas falsas de trabalho e movimentações bancárias realizadas após o desaparecimento do ator. Em documento oficial, o órgão descreve que os acusados teriam se aproveitado da relação com a vítima para executar o homicídio e ocultar o corpo.

De acordo com o processo, o julgamento dos acusados foi marcado para júri popular no dia 8 de julho, no Tribunal do Júri da Capital, no Rio de Janeiro. A denúncia também aponta que o crime envolveu fraude, asfixia e tentativa de encobrir outros delitos financeiros. Além disso, há acusações adicionais contra um dos réus, incluindo maus-tratos a animais e estelionato, ampliando a gravidade do caso.

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Tom Henrique é formado em jornalismo pela UNIP, tem passagem pelo Entretê e Observatório dos Famosos. Escreve sobre entretenimento, celebridades e TV desde 2018




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