As estatísticas na área de segurança pública que podem favorecer a campanha de Tarcísio

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Levantamento do Paraná Pesquisas divulgado na última quarta-feira mostrou que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), pode ser reeleito no primeiro turno. Ele tem 50% das intenções de votos, e Fernando Haddad (PT) marca 33,8%.
Parte da pontuação positiva de Tarcísio é associada pela campanha à segurança pública. O novo plano dele dá mais relevância à área, com a criação do Centro de Inteligência e Inovação, para unificar o trabalho das polícias e controlar o sistema de câmeras no estado.
A campanha de Tarcísio tem estatísticas positivas que pretende mostrar ao eleitor. Em sua gestão, houve queda do número de mortes violentas intencionais (MVI), que é a soma das vítimas de homicídio doloso, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e mortes decorrentes de intervenções policiais em serviço e fora do serviço.
As estatísticas foram anunciadas no mês passado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, no Anuário 2026. Em 2022, antes de Tarcísio assumir o governo, a taxa foi de 8,2 mortos para cada 100 mil habitantes. Nos três anos de governo de Tarcísio, a taxa foi de 7,6 em 2023, 8,2 em 2024 e de 7,8 no ano passado. A taxa media do Brasil é quase três vezes maior, de 19,1 mortos por 100 mil.
A violência se tornou a principal preocupação da população de São Paulo, tema citado por 34% dos 1.650 entrevistados pela Genial/Quaest no mês passado. Haddad tem feito críticas à metodologia e à falta de transparência nas estatísticas do governo de São Paulo. Em sabatina recente, ele disse que aumentar a pena não resolve a criminalidade.
Tarcísio tem ainda a seu favor o trabalho feito de forma integrada com a Prefeitura de São Paulo para dispersar a Cracolândia no centro de São Paulo, onde ficava a maior concentração de usuários de drogas do estado.
Outro ponto que deverá ser explorado pela campanha do governador é a remoção da Favela do Moinho. Neste projeto, pelo menos, Haddad poderá dizer que foi um trabalho no qual o governo paulista uniu esforços com o governo Lula para reassentar as famílias que moravam na favela instalada na região central da capital.
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