Augusto Cury é de direita ou de esquerda? O que ele responde

Afinal, Augusto Cury é de direita ou de esquerda? A pergunta, segundo o próprio candidato do Avante à Presidência, está entre as que mais aparecem nas buscas sobre seu nome desde o crescimento de sua candidatura nas pesquisas. Em entrevista a Marcela Rahal no programa VEJA em Foco, Cury rejeitou a ideia de que precise se enquadrar em apenas um dos dois campos e afirmou que sua visão política combina elementos de ambos. (este texto é um resumo do vídeo acima)
“Minha mente, ela é uma mente do melhor da direita e o meu coração tem o melhor da esquerda. Quem disse que isso é incompatível?”, respondeu Cury. Em seguida, resumiu sua posição com outra frase: “90% das dores não têm cor partidária”. A entrevista ocorreu em meio ao avanço do candidato nas pesquisas de intenção de voto e ao aumento da atenção sobre suas posições políticas.
Na BTG/Nexus, ele saiu de 2% para 11% nas intenções de voto de uma semana para outra. Já na AtlasIntel, ele foi de 3% a 7,8%.
O que Cury chama de “melhor da direita”?
Ao explicar sua visão, Cury afirmou que o líder que imagina para o século XXI deve ter “uma mente capitalista”, mas sem radicalismo. Entre os princípios que associou a essa perspectiva, citou meritocracia, empreendedorismo, impostos mais baixos, um Estado mais eficiente e rápido e liberdade de expressão.
Para o candidato, esses elementos não impedem a adoção de uma agenda voltada para questões sociais. Sua definição, portanto, não passa por uma escolha entre direita e esquerda, mas pela combinação de características que considera positivas nos dois campos. “O líder do século XXI não é mais um líder só de direita ou líder só de esquerda”, afirmou.
E o que Cury chama de “melhor da esquerda”?
Na outra ponta de sua definição, o candidato disse que o líder deve ter “um coração social que escuta a dor das pessoas”. Cury relacionou essa preocupação à sua própria trajetória e citou sua atuação em projetos sociais voltados à prevenção de suicídios, conflitos familiares e pacificação.
Durante a entrevista, ele também relatou uma visita à Rocinha, no Rio de Janeiro, onde afirmou ter conversado com moradores e líderes comunitários. Segundo Cury, a experiência o levou às lágrimas ao recordar as dificuldades que viveu na infância. “Papai, mamãe e seis filhos dormíamos em oito num quarto só”, contou.
Por que Cury diz que não quer escolher entre os dois lados?
A resposta do candidato veio no momento em que ele foi questionado pelo editor de política de VEJA José Benedito da Silva sobre o maior escrutínio que sua candidatura deverá enfrentar com o crescimento nas pesquisas. Ele observou que, com a ascensão de Cury, os eleitores deverão cobrar maior detalhamento de suas propostas e querer saber com mais clareza o que ele defende.
Cury concordou com a avaliação e afirmou que passou a ser mais observado depois de deixar posições inferiores nas pesquisas. “Enquanto você estava lá embaixo, estava tudo certo. Agora que eu estou incomodando o Lula…”, disse. O candidato acrescentou que gostaria de enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um eventual segundo turno para discutir propostas e indicadores que considera relevantes.
Como Cury define sua candidatura?
Ao explicar por que decidiu disputar a Presidência, Cury afirmou que não busca o cargo por interesse pessoal. “Eu só estou me colocando como candidato à Presidência, não porque amo o poder, ou dependo, preciso do poder, porque eu quero servir à sociedade”, declarou.
O candidato também vinculou sua candidatura à ideia de que pessoas capazes de contribuir com a sociedade não devem se omitir. “Pior do que a ação dos bons ou a ação dos maus é a omissão dos bons e daqueles que têm a contribuir”, afirmou.
VEJA+IA: Este texto resume um trecho do telejornal VEJA em Foco (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.
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