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BOPE usa explosivos para prender advogada que matou jornalista

Após cerca de quatro horas de negociação sem sucesso, equipes do Batalhão de Operações Especiais (BOPE) entraram no apartamento do Residencial Dom Lourenço, no Setor Bueno, em Goiânia, e prenderam a mulher que permanecia trancada no local após a morte do jornalista Delson Carlos Barros, de 52 anos. Para acessar o imóvel, os policiais utilizaram cargas explosivas e dispositivos distrativos para arrombar a porta durante a intervenção.

Imagens divulgadas pela Polícia Militar mostram a mulher no chão da cozinha durante a ação. O vídeo registra a aproximação da equipe tática, que utiliza uma Taser (arma de choque) para realizar a contenção da mulher, que estava em suposto estado de surto. A gravação também exibe flashes e fumaça no ambiente durante a intervenção. Após receber ordens dos policiais, ela é imobilizada e retirada do apartamento. O registro, que contem cenas fortes, não será divulgado pelo Mais Goiás.

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Negociação durou quatro horas

De acordo com a PM, as equipes foram acionadas após o Batalhão Anhanguera confirmar uma situação de crise no condomínio. Segundo a corporação, foi constatado que uma mulher havia matado um homem durante a ocorrência. “Foi feito o gerenciamento inicial, com isolamento do local, retirada de policiais e moradores das áreas de risco e bloqueio das vias de acesso próximas ao condomínio, impedindo a circulação de pessoas na área de segurança”, afirmou o policial.

Segundo o policial. “A negociação foi iniciada, mas não houve sucesso. A mulher em surto tentava contra a própria vida, sendo necessária a intervenção policial com uma invasão programada”, relatou o policial. A mulher recebeu atendimento médico e foi encaminhada sob custódia para um hospital de referência.

Imagem da vítima
Delson Carlos Barros era conhecido pela atuação no colunismo social goiano (Foto: reprodução / redes sociais)

Versão inicial

A ocorrência teve início após uma discussão no apartamento onde estavam Delson, a amiga e a companheira dela. Segundo informações preliminares da Polícia Militar, durante o desentendimento, o jornalista teria ferido a companheira da mulher com uma faca no ombro. Em seguida, a amiga – que se apresenta como advogada – teria reagido e atingido Delson com golpes de faca.

Ainda conforme a versão inicial apresentada, o ataque ocorreu na área comum do 7º andar do prédio, em frente ao elevador do apartamento que o jornalista alugava da amiga. Ferido, Delson conseguiu chegar ao 5º andar, onde morreu no corredor do edifício.

A Polícia Civil, por meio da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH), está apurando a dinâmica do caso e as circunstâncias que antecederam a morte do jornalista.

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