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Brasil pode atender países que buscam segurança alimentar, diz CEO da JBS



O CEO da JBS, Gilberto Tomazoni, afirmou nesta quinta-feira (10/9) que o Brasil, com a exportação de produtos agropecuários, tem uma grande oportunidade de complementar a oferta de países que estão focados em segurança alimentar. As declarações foram dadas durante evento do Bradesco BBI realizado em São Paulo.
“Acho que essa complementariedade abre oportunidade para o agro brasileiro dar um outro salto de crescimento”, disse o executivo.
Segundo ele, este tipo de situação tem acontecido com os negócios que a JBS tem firmado junto a países como Omã e Indonésia. No caso de Omã, havia a necessidade de uma empresa que fosse operadora com expertise no mercado de carnes e, na Indonésia, um fundo procurava por um parceiro para contribuir com seu processo de busca pela autossuficiência alimentar.
Até a China, principal parceiro comercial do Brasil, está entre os países que querem autossuficiência na produção de alimentos, um movimento que cresceu no mundo após a pandemia da Covid-19 e conflitos geopolíticos.
Mesmo com estas medidas, Tomazoni acredita que “eles vão continuar importando produto” e, com isso, o Brasil tem a chance de ser “o parceiro ideal para complementar a segurança alimentar”.
Mudanças no consumidor
Nos mercados domésticos, a percepção do CEO da JBS é que há mudanças no comportamento do consumidor, que busca cada vez mais baixo custo e o detalhamento sobre os alimentos, além do avanço na dieta com proteínas. As gerações de mais idade também estão mais preocupadas com a saudabilidade.
O crescimento no uso de canetas emagrecedoras contribuiu, também, para uma mudança nos hábitos alimentares, com o aumento do consumo dentro de casa. Em um cenário de inadimplência elevada, as despesas se tornam um fator importante para a decisão de compras.
“Vamos ter que buscar aumentar a produtividade com tecnologia, com escala, com inovação para baixar os custos e acessar um consumidor que está diferente e que quer consumidor diferente”, afirmou Tomazoni.

“Sempre baseamos nossa estratégia em escala, eficiência e tecnologia e inovação, para atender um consumidor diferente que não está só olhando proteína, está olhando o perfil de aminoácidos que tem nessa proteína”, acrescentou.
Do ponto de vista tecnológico, segundo ele, o grupo JBS tem investido em questões como hidrólise, para quebra de proteínas, e biotecnologia, multiplicação celular, na tentativa de ampliar a competitividade e tornar os produtos mais acessíveis à população.
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Globo Rural

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