Caiado se contrapõe a Flávio e defende urnas eletrônicas e não interferência dos EUA

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Ex-governador de Goiás que será confirmado neste domingo, 26, candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado se contrapôs ao senador e candidato do PL Flávio Bolsonaro e saiu em defesa das urnas eletrônicas brasileiras. Com 4% das intenções de voto, conforme o Datafolha, e na hercúlea missão de se viabilizar como nome competitivo do espectro da direita, Caiado também bateu de frente contra as articulações dos Estados Unidos de enviar integrantes do governo de Donald Trump ao país para pretensamente desqualificar as eleições de outubro.
“Primeiramente, eu confio nas urnas eleitorais do Brasil. Também sempre concordei que cada eleição tivesse a presença de observadores de diferentes países, tantos quantos quisessem acompanhar o processo eleitoral brasileiro. Mas considero inadmissível qualquer país, incluindo os EUA, querer colocar em dúvida a lisura e os resultados das nossas eleições”, escreveu o presidenciável nas redes sociais neste domingo.
Conforme mostrou VEJA, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pretende reunir embaixadores no próximo dia 17 de agosto para defender a higidez do sistema eleitoral. A ofensiva ocorre em meio a acusações do Zero Um, que em um evento recente com representantes diplomáticos se valeu de teses infundadas sobre urnas eletrônicas e o inexistente uso de um modelo utilizado na Venezuela para levantar suspeitas. De acordo com o The Washington Post, o governo americano pretendia enviar ao país o secretário-assistente do Escritório de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho (DRL), Riley M. Barnes, e o secretário-assistente adjunto Samuel Samson, para colocar as urnas em xeque.
Desgastado com o episódio das urnas, Flávio Bolsonaro depois veio a público dizer que não tinha atacado o sistema eleitoral e que apenas pedia para que observadores internacionais acompanhassem a eleição presidencial brasileira. A Organização dos Estados Americanos (OEA), a União Europeia, o Parlasul, o Carter Center e a Rede dos Órgãos Jurisdicionais e de Administração Eleitoral dos Países de Língua Portuguesa (ROJAE-CPLP) já vão acompanhar o pleito, cujo primeiro turno está marcado para 4 de outubro.
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