Caixa Econômica vai ser o Itaú da favela, o Bradesco da periferia, diz Flávio Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta sexta-feira (9) que vai transformar a Caixa Econômica Federal em “Itaú da favela” ou “Bradesco da periferia”, caso seja eleito presidente nas eleições de segundo turno no próximo dia 25.
Em encontro com aliados no Rio de Janeiro, ele afirmou que o banco público será usado para financiar empreendedores na periferia das cidades.
“A Caixa Econômica Federal vai ser o banco da prosperidade. Vai ser o Itaú da favela, o Bradesco da periferia. O que é isso? Vamos levar conhecimento para que elas possam abrir as próprias empresas, possam se formalizar. Vamos reduzir impostos, vamos dar financiamento barato. Vamos dar prosperidade”, disse.
“A economia vai ser baseada na produtividade. E não como o atual governo está fazendo, de enxertar R$ 350 bilhões na economia só para tentar se reeleger. A consequência disso é inflação.”
CRÍTICAS À DESONERAÇÃO DOS COMBUSTÍVEIS
Ele também criticou a renovação e a ampliação da desoneração de impostos federais sobre etanol e gasolina e a criação de uma subvenção exclusiva à importação do diesel, anunciada nesta sexta pelo governo Lula (PT).
“Muita gente ainda não percebeu qual é a outra bomba que ele vai jogar no colo do consumidor, no colo de quem usa moto, de quem usa carros e dos nossos caminhoneiros. O Lula, pela Petrobras, deu subsídio de aproximadamente R$ 2 no preço do diesel. Sabe quando que acaba? No dia 25 de outubro. No dia seguinte da eleição, o preço nas bombas pode subir R$ 2. É isso que esse governo irresponsável está fazendo”, afirmou.
O candidato do PL também voltou a negar que pretenda acabar com programas sociais, citando o Bolsa Família e o Farmácia Popular.
“Vou garantir o Bolsa Família para quem precisa, mas vou fazer muito mais. Eu vou garantir que você tenha capacitação, com qualificação. Eu vou fazer o maior programa de mobilidade social do Brasil. Meu projeto é tirar o pobre da pobreza e deixar o pobre rico. O projeto do atual governo é tirar o pobre da pobreza e colocar na miséria”, disse ele.
Folha de São Paulo



