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Caminho livre para vice de Flávio: STF deve arquivar acusação contra Alfredo Gaspar

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O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), aguarda parecer da Procuradoria-Geral da República para determinar o arquivamento das suspeitas que pairam contra o deputado Alfredo Gaspar (PL-RN), candidato a vice-presidente na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

O magistrado determinou que fossem feitas diligências para localizar as pessoas que teriam municiado o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) com informações sobre o suposto crime, mas, segundo relatos obtidos por VEJA, não foram encontrados elementos para a abertura de inquérito contra Gaspar. Mendes então encaminhou os resultados das diligências ao procurador-geral Paulo Gonet, que deve concluir pelo arquivamento do caso.

O episódio do suposto estupro veio a público na esteira do anúncio do parlamentar, antigo relator da CPI Mista do INSS, como candidato a vice na chapa de Flávio. Em uma reviravolta no caso, o próprio Gaspar chegou a acionar a Polícia Legislativa com a informação de Lindbergh teria forjado a acusação de estupro contra ele. O depoente afirmou que uma pessoa supostamente ligada ao parlamentar petista teria recebido dinheiro para sustentar a falsa acusação. Lindbergh nega envolvimento com o caso. Gaspar, por sua vez, sempre negou o episódio de violência sexual.

Alfredo Gaspar ganhou notoriedade depois que assumiu a relatoria da CPI Mista do INSS e defendeu a prisão de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Lula e, conforme mostrou VEJA, integrante de uma sociedade oculta com Roberta Luchsinger responsável por abrir as portas do governo para associados da lobista. “Não tenho dúvida, por esses anos de experiência, que isso terminará na prisão de Lulinha e no indiciamento de Lula”, afirmou Gaspar ao programa VEJA Em Foco depois que VEJA revelou detalhes dos inquéritos que tramitam no STF contra o primogênito de Lula. “Lula sabia o que estava acontecendo. A cúpula do INSS toda do governo Lula está presa”, completou.

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No relatório final da CPI Mista, Gaspar chegou a protagonizar um bate-boca com Lindbergh depois de o relator ter feito referências a uma antiga fala do ministro aposentado do Supremo Luís Roberto Barroso, na época desafeto de Gilmar Mendes. Durante um julgamento em 2018, Barroso se desentendeu com Gilmar e o chamou de “uma mistura do mal com atraso e pitadas de psicopatia”.

Na CPI, o relator relembrou o episódio em protesto à decisão do STF, que na época havia barrado a prorrogação dos trabalhos da comissão, entendimento endossado também por Gilmar Mendes, e disse que a fala de Barroso era uma “poesia”. Com a revelação do caso do suposto estupro, tempos depois o deputado procurou o decano do Supremo para um pedido de desculpas pela provocação.

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