Candidato ao Senado apoiado por Flavio Bolsonaro é preso em flagrante por porte de fuzil no Rio

Márcio Canella, prefeito licenciado de Belford Roxo para concorrer ao Senado pelo União Brasil, foi preso na terça-feira (7) durante a sexta fase da Operação Unha e Carne. Apesar de não ter mandado de prisão expedido, apenas de busca e apreensão, Canella foi preso em flagrante por porte de arma de calibre restrito, arma que estava em seu carro.
Além da arma, a Polícia Federal também apreendeu em sua residência, em um condomínio na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, sete relógios de luxo, munição e três pistolas.
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Canella é aliado da família Bolsonaro e nas redes sociais têm inúmeras fotos de campanha em palanque ao lado do pré-candidato à presidência da República pelo PL, Flávio. Em 2022, foi eleito deputado estadual com o maior número de votos ( 181.274), à frente de Douglas Ruas (PL), que teve 175.977. Em 2024, Canella foi eleito em primeiro turno para a prefeitura de Belford Roxo com 62% dos votos.
De acordo com informações veiculadas nos jornais Valor Econômico e O Globo, a prisão de Canella é vista por correligionários com capacidade de impactar as candidaturas de Ruas e de Flávio, o que o colocaria fora da corrida eleitoral em 2026.
Operação Unha e Carne
A sexta fase da operação foi iniciada a partir de um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que identificou indícios de irregularidades diante da movimentação de R$ 7,6 bilhões, nos últimos seis anos, por uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
Os agentes da PF cumpriram, nesta terça, 19 mandados de busca e apreensão nos municípios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Resende e na capital fluminense.
A Operação ocorre no âmbito da ADPF das Favelas e autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), uma vez que a ADPF determina a investigação da “atuação dos principais grupos criminosos violentos em atividade no estado e suas conexões com agentes públicos”.
Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), é investigado desde a primeira etapa da Operação, iniciada em dezembro de 2025, por sua ligação com TH Jóias, considerado articulador político do Comando Vermelho. Ele voltou a ser preso em março e na quinta fase, ocorrida em 2 de julho, foi relacionado em lista de repasses do contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho.



