Cantora do Fat Family morreu com doença agressiva

O nome de Deise Cipriano atravessa diferentes momentos da história do Fat Family, grupo que ajudou a popularizar referências do soul e do R&B no Brasil. A cantora morreu em fevereiro de 2019, aos 39 anos, depois de enfrentar um câncer. Nos meses anteriores à sua morte, ela permaneceu em tratamento no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, onde estava internada desde agosto de 2018. A despedida provocou uma onda de manifestações entre admiradores e figuras conhecidas da música e da televisão.
A relação de Deise com o grupo começou ainda na década de 1990. O Fat Family surgiu em 1996 e rapidamente conquistou espaço com uma formação familiar e um repertório que transitava por diferentes vertentes da música negra. Enquanto enfrentava o tratamento contra a doença, a cantora recebeu demonstrações públicas de solidariedade de nomes como Claudia Leitte, Neymar e Maurício Mattar. Dentro de casa, a rede de apoio ganhou uma dimensão especial: Talita Cipriano, filha da artista, e a irmã Simone rasparam os cabelos como forma de demonstrar que estavam ao lado dela durante aquele período.
Uma história familiar marcada pela música e pela superação
A atitude da filha ganhou repercussão nas redes sociais. Em uma mensagem direcionada à mãe, Talita Cipriano escreveu: “Mãe, você não está sozinha. A família Cipriano está aqui te apoiando! Estou com você, meu amor. Pra sempre, te amo”. A família já havia enfrentado uma perda dolorosa anos antes. Em 2011, Sidney Cipriano, outro integrante fundador do Fat Family, morreu após sofrer um AVC. As experiências vividas pelos irmãos acabaram se entrelaçando à própria trajetória musical construída pela família.
Nos palcos, Deise Cipriano participou de uma fase importante do grupo, que lançou quatro discos entre 1998 e 2003 e acumulou músicas conhecidas pelo público, como “Jeito Sexy”, “Eu Não Vou” e “Gulosa”. Depois de uma passagem pela música religiosa, o Fat Family voltou ao mercado comercial em 2016. O impacto deixado pela cantora também apareceu nas homenagens recebidas após sua morte. Ed Motta, que admirava o trabalho da artista, resumiu sua importância com uma declaração carregada de emoção: “Minha cantora predileta, seremos iluminados com seu talento eternamente”.



