Política

Carlos Velloso defende Fachin e cobra sessão pública do STF para apurar ‘gravíssimos fatos’

A crise que atravessa o Supremo Tribunal Federal começa a mobilizar também antigos integrantes da Corte. Um deles é Carlos Velloso, que, ao lado de outros doze ex-ministros e ex-presidentes do tribunal, declarou apoio a Edson Fachin e defendeu uma resposta pública e colegiada aos acontecimentos que vêm atingindo a imagem do Supremo.

Velloso afirmou à reportagem que Edson Fachin, presidente do STF, “merece e precisa do apoio da mídia” e reforçou os principais pontos de uma carta assinada pelo grupo nesta semana. Entre eles estão a convocação do colegiado do STF, a realização de uma sessão pública e o rigor na apuração dos fatos.

“Limito-me a ressaltar o que a carta preconiza: apoio ao presidente Fachin, em quem é integral a confiança da Nação, convocação do colegiado, sessão pública e rigor na apuração dos ‘gravíssimos fatos cuja divulgação vem comprometendo o prestígio e a autoridade do Tribunal, a confiança do povo e até a estabilidade das instituições democráticas’”, escreveu o ex-ministro.

A manifestação ocorre em meio ao embate que envolve os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, depois da divulgação de documentos e mensagens relacionados às investigações sobre o Banco Master e às relações do empresário Daniel Vorcaro com pessoas próximas a integrantes do Judiciário. O episódio abriu uma discussão sobre a atuação dos ministros e sobre a necessidade de esclarecer fatos que passaram a atingir a credibilidade da Corte.

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Em vez de se colocar em uma disputa individual entre ministros, o grupo de ministros do qual Carlos Velloso é integrante escolheu manifestar confiança em Fachin, atual presidente do tribunal, e defender que a própria Corte reúna seu colegiado para examinar os acontecimentos.

A defesa de uma sessão pública também coloca a transparência no centro da resposta institucional. Para Velloso, a apuração não deve se restringir a manifestações individuais ou a versões apresentadas fora do tribunal, mas seguir um procedimento capaz de dar respostas à sociedade.

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Na mensagem encaminhada à reportagem, o ex-ministro explicou ainda que tem evitado entrevistas justamente para não personalizar a posição do grupo. “Evitamos dar entrevistas, evitando, assim, fulanizar o grupo dos ministros e ex-presidentes”, escreveu.

A preocupação expressa pelos signatários, porém, vai além da disputa entre integrantes da Corte. A carta afirma que os fatos divulgados vêm comprometendo “o prestígio e a autoridade” do Supremo, a confiança da população e até a estabilidade das instituições democráticas.

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