Carne e educação sobem para classe média mesmo com deflação em Goiânia

A conta do mês ficou um pouco mais leve para as famílias de classe média de Goiânia, mas não em todos os itens. Em agosto, a inflação para esse grupo caiu 0,24%, acompanhando o movimento de deflação registrado na capital. No entanto, enquanto a conta de luz e os combustíveis recuaram, produtos como carne ficaram mais caros (2,19%) e os gastos com educação também subiram (1,03%). De janeiro a agosto, a inflação da classe média de Goiânia chegou a 3,08%.
No acumulado de 2026, porém, a alta dos preços de educação já chega a 7,30% entre janeiro e agosto. Ou seja, o aumento de agosto faz parte de uma alta que vem se acumulando ao longo do ano.
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No supermercado, a conta também subiu um pouco. Alimentação e bebidas subiram 0,14% para a classe média, enquanto frutas subiram 1,84%; farinhas, féculas e massas, 0,94%; enlatados e conservas, 0,75%; hortaliças e verduras, 0,71%; e leites e derivados, 0,70%.
Nem tudo, no entanto, pesou mais no carrinho. Tubérculos, raízes e legumes ficaram 5,70% mais baratos, enquanto aves e ovos recuaram 1,19%. Também houve queda nos preços de sal e condimentos e de panificados.
Os dados são do Instituto Mauro Borges de Pesquisa e Política Econômica (IMB), que acompanha a inflação de Goiânia dividindo as famílias em cinco grupos de renda. O terceiro quintil é usado como referência para a classe média. Em agosto, esse grupo teve a mesma intensidade de queda registrada pelo quinto quintil, de maior renda, e uma deflação um pouco maior que a média da capital, que ficou em -0,22%.

Luz e combustível deram alívio
O principal alívio para o orçamento veio da habitação, que teve queda de 2,30%. A energia elétrica residencial, sozinha, recuou 7,11%. Artigos de limpeza também ficaram 0,83% mais baratos. Em contrapartida, aluguel e taxas subiram 0,28%, enquanto consertos e manutenção avançaram 1,05%.
No transporte, a queda foi de 0,52%, puxada principalmente pelos combustíveis para veículos, que ficaram 2,03% mais baratos. O resultado poderia ter sido ainda maior não fosse a alta de 0,87% no transporte público.
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