Chuvas afetam rotina de produtores no Rio Grande do Sul


As chuvas que atingiram o Rio Grande do Sul nos últimos dias mantêm um bloqueio atmosférico sobre parte do Centro-Oeste e do Sudeste, dificultando o avanço das instabilidades para outras regiões do país. O fenômeno é causado pela confluência dos Jatos de Baixos Níveis (JBN), correntes de vento que transportam umidade da Amazônia para a região Sul, e de uma área de alta pressão.
Chuvas no RS Fonte: arquivo pessoal
Os temporais mais intensos, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), aconteceram nas regiões Central, Fronteira Oeste e Noroeste.
No entanto, nas últimas 24 horas, segundo o Centro de Monitoramento da Defesa Civil gaúcha (CMDEC), as tempestades avançaram para outras regiões do Estado, com destaque para as áreas próximas aos municípios de Marau e Nova Prata, onde ficam as nascentes dos rios Guaporé, Carreiro e da Prata. Nessas localidades, os acumulados de chuva superaram 170 milímetros em menos de 12 horas.
Na região noroeste do Estado, em Catuípe (RS), o produtor Loan Steglich vem desde a semana passada enfrentando dificuldades com os altos volumes acumulados em sua propriedade. “Tivemos uma chuva grande duas semanas atrás que fez com que replantássemos 86 hectares de canola e agora foi novamente a área mais danificada, que precisará mais uma vez de trabalhos”, relata.
Leia mais
Veja a previsão para sua cidade
El Niño já provoca temporais no Sul do país
Além dos danos à lavoura, os temporais também prejudicaram a logística nas áreas atingidas. “Nas estradas vicinais, que ligam as propriedades, vamos ter que pegar carretas articuladas, trator com caçamba e caminhão para remover o solo encharcado para continuar cruzando a propriedade”, diz Steglich.
Para os próximos dias, o Jato de Baixos Níveis (JBN) que causou essas chuvas perde intensidade. No entanto, a formação de uma nova frente fria sobre a região Sul mantém as áreas de instabilidade, que agora ficam menos restritas ao Rio Grande do Sul, atingindo também áreas de Santa Catarina e Paraná, segundo o Inmet.
Globo Rural



