Política

ciclone-bomba deixou 250 mil pessoas sem luz e 2,3 mil desalojados

Ao menos 250 mil pessoas ficaram sem energia elétrica e mais de 2,3 mil estão desalojadas no Rio Grande do Sul após a passagem de um sistema meteorológico associado à formação de um ciclone-bomba. Segundo balanço divulgado pela Defesa Civil estadual, até a noite desta sexta-feira (7/8) ainda havia cerca de 45 mil consumidores sem luz.

Entre os municípios com maior número de desalojados estão:

  • Novo Hamburgo, com 480 pessoas fora de casa;
  • Sapiranga, com 360;
  • São Leopoldo, com 200;
  • Nova Hartz , com 180;
  • Portão, com 180.

De acordo com a Defesa Civil, na noite de quinta-feira (6/8), 250 mil pessoas ficaram sem energia em diversas cidades gaúchas, número que foi caindo com o passar desta sexta.

Casas destelhadas e prejuízos em imóveis

Os danos mais frequentes provocados pelos temporais foram destelhamentos de residências, queda de árvores e interrupções no fornecimento de energia elétrica.

Entre no canal de WhatsApp
do Metrópoles

Em Caseiros a Defesa Civil registrou danos em 140 residências. Santa Cruz do Sul contabilizou mais de 100 casas afetadas pelos ventos, enquanto Sapiranga informou cerca de 90 imóveis danificados. Montenegro teve estragos em 50 residências, e Igrejinha registrou prejuízos em pelo menos 20 imóveis.

Além das moradias, estruturas públicas e privadas também sofreram danos.

Em Pelotas, parte do muro do Presídio Regional desabou por causa da força dos ventos. Em Eldorado do Sul, escolas e um assentamento foram atingidos. Já em Portão, houve danos no telhado do hospital municipal. Em Santa Cruz do Sul, a ventania destruiu estruturas instaladas no Parque de Eventos.


O que é o ciclone-bomba?

  • O ciclone-bomba é um ciclone extratropical comum que sofre um processo de intensificação extremamente rápido
  • O fenômeno nasce do choque térmico entre uma massa de ar frio vinda do sul e o ar quente do norte.
  • Esse contraste faz com que o ar da superfície suba com violência, criando uma zona de baixa pressão que suga os ventos ao redor em formato de redemoinho.
  • Ao tentar preencher esse vácuo, o ar ao redor é sugado para a zona de baixa pressão atmosférica, gerando o ciclone extratropical.
  • O que transforma o ciclone em bomba é a velocidade da reação.
  • Alimentado pelo calor do mar e por ventos de alta altitude, o fenômeno se torna explosivo quando a pressão central despenca em 24 milibares em menos de um dia.
  • Após essa queda de pressão, o ciclone-bomba ganha força e arrasta uma frente fria violenta em direção ao Sul.

Rodovias tiveram bloqueios

Os temporais também causaram transtornos em rodovias e vias urbanas. A queda de árvores, postes, fios elétricos e até deslizamentos provocaram bloqueios ou obstruções em municípios como Cachoeira do Sul, Maquiné, Santa Maria, São João do Polêsine e Cerro Branco.

No Litoral Norte, cidades como Arroio do Sal, Osório e Tramandaí registraram danos à rede elétrica, postes derrubados e dificuldades no trânsito devido aos efeitos da ventania.

As equipes da Defesa Civil seguem monitorando as áreas atingidas e realizando o levantamento dos prejuízos. O órgão orienta a população a evitar áreas com risco de queda de árvores, estruturas comprometidas e cabos de energia rompidos, além de acompanhar os avisos meteorológicos enquanto persistirem as condições de instabilidade no estado.


Metrópoles

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo