Com Patrus em Minas, Lula define principais palanques para buscar a reeleição

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) praticamente define seus principais palanques para a campanha à reeleição em 2026. A escolha do deputado federal e ex-ministro Patrus Ananias (PT) como candidato ao governo de Minas Gerais foi sacramentada, encerrando o maior impasse eleitoral enfrentado pelo Palácio do Planalto na montagem das alianças estaduais. O anúncio oficial da candidatura do petista está previsto para a próxima segunda-feira.
O que aconteceu
- Luiz Inácio Lula da Silva sacramentou a escolha de Patrus Ananias (PT) como candidato ao governo de Minas Gerais em 2026.
- A definição no segundo maior colégio eleitoral do país é estratégica e encerra o principal impasse para o Palácio do Planalto.
- A candidatura de Ananias completa o desenho dos principais palanques de Lula nos maiores estados brasileiros, consolidando alianças.
A definição em Minas Gerais é considerada estratégica pela cúpula petista. O estado é o segundo maior colégio eleitoral do país, com mais de 16 milhões de eleitores, e historicamente tratado como decisivo nas disputas presidenciais. Desde a redemocratização, todos os presidentes eleitos venceram a disputa em território mineiro.
A candidatura de Patrus Ananias também completa o desenho dos principais palanques de Lula (PT) nos maiores estados brasileiros, consolidando alianças que servirão de base para a campanha presidencial de 2026.
os principais palanques pelo país
No Sudeste, região que concentra quase metade do eleitorado brasileiro, Lula terá quatro aliados considerados prioritários para sua campanha. Em São Paulo, o principal nome será o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), que disputará o Palácio dos Bandeirantes.
No Rio de Janeiro, o presidente apoiará o prefeito Eduardo Paes (PSD), fruto de uma articulação nacional entre o PT e o PSD para ampliar a frente de apoio à reeleição. No Espírito Santo, o governador Renato Casagrande (PSB) deverá contar novamente com o respaldo do Palácio do Planalto. Já em Minas Gerais, Patrus Ananias (PT) será o representante petista após meses de negociações frustradas em busca de um nome de consenso.
No Nordeste, principal reduto eleitoral de Lula, a estratégia também está praticamente consolidada. O presidente deve subir nos palanques dos governadores Jerônimo Rodrigues (PT), na Bahia; Elmano de Freitas (PT), no Ceará; Rafael Fonteles (PT), no Piauí; e Fátima Bezerra (PT), no Rio Grande do Norte.
Em Pernambuco, o cenário será diferente. Lula (PT) pretende manter diálogo com dois aliados: a governadora Raquel Lyra (PSD) e o prefeito do Recife, João Campos (PSB), evitando romper a aliança nacional construída entre os partidos.
minas era o maior desafio: como lula resolveu o impasse?
A definição por Patrus Ananias (PT) encerra um longo processo de negociações conduzido diretamente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Inicialmente, o Palácio do Planalto apostava na candidatura do senador Rodrigo Pacheco (PSD), mas o ex-presidente do Congresso recusou disputar o governo mineiro.
Depois, a direção nacional do PT tentou convencer a ex-prefeita de Contagem Marília Campos a assumir a candidatura. Ela, no entanto, preferiu manter sua candidatura ao Senado. Sem alternativas, Lula se reuniu nesta semana com Patrus Ananias (PT) no Palácio da Alvorada e acertou sua entrada na disputa.
Ex-prefeito de Belo Horizonte e ex-ministro do Desenvolvimento Social durante os primeiros governos petistas, Patrus foi responsável pela implementação e consolidação do Bolsa Família, além de ser um dos quadros históricos do partido em Minas Gerais.
a base nacional para a reeleição de lula
A montagem dos palanques estaduais faz parte da estratégia adotada pelo PT para ampliar a base política da campanha presidencial. Ao contrário de eleições anteriores, o partido reduziu o número de candidaturas próprias aos governos estaduais para abrir espaço a aliados como PSD, PSB, MDB e PDT em estados considerados estratégicos.
A avaliação do Palácio do Planalto é que uma ampla frente de apoio poderá fortalecer a campanha de Lula (PT) nos maiores colégios eleitorais do país, especialmente em Minas Gerais, onde a disputa presidencial de 2022 foi decidida por uma diferença de cerca de 50 mil votos.
Com a definição da candidatura de Patrus Ananias (PT), auxiliares do presidente avaliam que o principal desenho político da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva para 2026 está praticamente consolidado, restando apenas ajustes pontuais em alguns estados antes do início oficial da corrida eleitoral.
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