Política

Cotado para suceder Tarcísio, Nunes tem R$ 3,8 bi em obras para entregar até 2028

Cotado para disputar a sucessão de Tarcísio de Freitas (Republicanos) em 2030, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) tem 19 grandes obras com término previsto entre outubro deste ano e dezembro de 2028, último mês do seu segundo mandato.

Somadas, elas custam R$ 3,79 bilhões, segundo documento com o título “agenda prioritária” feito pela equipe do prefeito e obtido pelo Painel.

O maior item da lista é o BRT Aricanduva (R$ 647 milhões), com término previsto para julho de 2028, três meses antes do primeiro turno da eleição municipal. Em seguida vem o sistema de interligação da avenida Sena Madureira (R$ 622 milhões), com entrega marcada para dezembro de 2028.

Ainda neste ano, a gestão tenta concluir a requalificação da avenida Imirim e o lote 1 do BRT Radial Leste.

Para 2027, estão previstos o terminal Itaquera, o túnel-reservatório Gaivota/Ibijaú, a ponte Jurubatuba, o complexo viário Pirituba-Lapa e as requalificações das avenidas Amador Bueno e Interlagos, além da fase 3 do corredor da avenida Santo Amaro.

Em 2028, além do BRT Aricanduva, estão previstos a conclusão dos lotes finais do BRT Radial Leste (janeiro), o prolongamento da avenida Chucri Zaidan (fevereiro), a canalização da avenida Carlos Caldeira Filho (março) e o viário da ponte do Grajaú (junho).

A agenda de prioridades inclui, ao todo, 22 empreendimentos, que somam cerca de R$ 6,7 bilhões.

Ficam para depois do mandato o alargamento da Estrada do M’Boi Mirim (agosto de 2029) e o prolongamento da avenida Jornalista Roberto Marinho (fevereiro de 2030). Este último é o mais caro de toda a lista, com R$ 2,1 bilhões, e começou a ser executado em fevereiro deste ano.

Nunes tem assumido uma parte da articulação em prol da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) neste segundo turno, principalmente com lideranças do seu partido, o MDB, e prefeitos da região metropolitana.

Aliado de Tarcísio, o prefeito também tenta eleger um sucessor na eleição municipal de 2028 e já articula a candidatura de Sidney Cruz (MDB), seu ex-secretário de Habitação, que acaba de ser eleito deputado federal.


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Folha de São Paulo

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