Política

Datafolha: Celina Leão e José Roberto Arruda empatam na disputa pelo Governo do DF

A primeira pesquisa Datafolha para o governo do Distrito Federal após o registro oficial das candidaturas mostra empate técnico entre a atual governadora, Celina Leão (PP), e José Roberto Arruda (PSD), que foi chefe do Executivo da capital federal de 2007 a 2010.

No cenário da pesquisa estimulada, a governadora tem 30% das intenções de voto, ante 28% do adversário. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

A pesquisa ainda mostra Leandro Grass (PT) com 11% das intenções de voto. Paula Belmonte (PSDB) soma 4% e Ricardo Cappelli (PSB) tem 3%.

Os candidatos Kiko Caputo (Novo) e Professora Samara Mineiro (UP) apresentaram 2% das intenções, e Elisson (Agir) e Professor Robson (PSTU) tiveram 1% cada. Expedito Mendonça (PCO) não pontuou.

Ainda há 11% dos eleitores que pretendem votar em branco ou nulo, enquanto 8% estão indecisos.

Celina e Arruda também empatam em rejeição: 32% dos eleitores dizem que não votariam de jeito nenhum na atual governadora no 1º turno, e 30% afirmam o mesmo sobre o candidato do PSD.

Já Leandro Grass é rejeitado por 19%. Na sequência, Belmonte, Cappelli e Caputo têm 11% de rejeição cada.

Na pergunta espontânea de intenção de voto, quando não se apresenta o cartão com os nomes dos candidatos, a governadora Celina Leão lidera de forma isolada, com 21% das intenções de voto, enquanto Arruda tem 12%. Leandro Grass aparece com 6% de menções neste cenário.

Também são citados os nomes de Belmonte (1%), Cappelli (1%) e Caputo (1%) na pesquisa espontânea.

O instituto ouviu 910 eleitores em 28 regiões administrativas do Distrito Federal de terça-feira (18) a esta sexta (21). O levantamento está registrado com os códigos DF-07561/2026 e BR-02094/2026 no Tribunal Superior Eleitoral e foi encomendado pela Folha e TV Globo.

A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Na amostra da pesquisa, 39% dos entrevistados se identificaram como bolsonaristas, enquanto 25% disseram ser petistas e 28% responderam que são “não alinhados”.

A disputa no DF se dá em meio à crise do BRB, que negocia um empréstimo de R$ 6,6 bilhões do FGC (Fundo Garantidor de Créditos) para cobrir o rombo deixado pelas operações do Banco Master, de Daniel Vorcaro.

Celina disse no último dia 9, durante debate da TV Bandeirantes, ter sido contra a aquisição do Master pelo BRB, que foi articulada pela gestão Ibaneis Rocha (MDB), de quem ela era vice-governadora.

Já Arruda aguarda resposta da Justiça Eleitoral sobre o registro de sua candidatura. Governador do Distrito Federal entre 2007 e 2010 e pivô do mensalão do DEM, Arruda foi preso e condenado em processos derivados da Operação Caixa de Pandora, de 2009, quando foi filmado recebendo um maço de dinheiro.

Na quarta-feira (19), a Procuradoria Regional Eleitoral no DF pediu que seja negado o registro da candidatura sob argumento de que Arruda está inelegível até dezembro de 2030.

Arruda, porém, argumenta que uma mudança aprovada pelo Congresso em 2025 na legislação poderia beneficiá-lo. “O registro da minha candidatura está em acordo com a lei e quem tem a lei do lado não pode ter medo de voto”, disse o ex-governador após o pedido da Procuradoria, que classificou como tentativa de tirá-lo “do tapetão”.

A pesquisa Datafolha também mostra que Michelle Bolsonaro (PL), com 19% das intenções de voto, e Leila do Vôlei (PDT), com 16%, lideram a disputa por duas vagas ao Senado Federal pelo Distrito Federal. A candidata do PDT está tecnicamente empatada com Erika Kokay (PT), que recebeu 12% das menções, e Bia Kicis (PL), que tem 11%.

Sobre avaliação de governo, a gestão de Celina Leão à frente do DF é considerada ruim ou péssima por 32%, enquanto 24% dizem ser boa ou ótima. Outros 38% afirmam que Celina faz um governo regular, enquanto 6% não têm opinião sobre o tema.

A mesma pesquisa mostra que a aprovação ao trabalho de Celina como governadora é de 47%, no mesmo patamar da desaprovação (44%). Outros 9% dos eleitores não têm opinião sobre o assunto.

Folha de São Paulo

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