Dez anos depois, Rio não tem legado olímpico comparável ao de Londres

Numa trapaça da História, o Rio de Janeiro está de novo no colo do ex-prefeito Eduardo Paes, dez anos depois do delírio da Olimpíada de 2016.
Comentando a ruína do prometido “legado” dos jogos o atual prefeito, Eduardo Cavaliere, disse o seguinte: “Poucas cidades no mundo conseguiram preservar e dar uso permanente ao legado de uma Olimpíada como o Rio”.
Falso. Os jogos de Atenas (2004) e do Rio (2016) são exemplos do contrário.
Já os de Londres (2012), Barcelona (1992) e Tóquio (1964) cabem na louvação de Cavaliere.
Londres botou uma parte da vila olímpica numa região parecida com a Baixada Fluminense, sem os tiros. Revitalizada, seu shopping center tornou-se um dos maiores da Europa, com três hotéis, 70 restaurantes e 300 lojas. Barcelona mudou de cara e voltou-se para o mar e Tóquio apresentou ao mundo o trem-bala.
Ganha um fim de semana em Teerã quem viu coisa parecida no Rio.
Jogatina
Depois de ter escancarado a jogatina eletrônica para aumentar a arrecadação, Lula 3.0 cogita colocar um esparadrapo na ferida onde mais de 20 milhões de pessoas fazem apostas.
Uma portaria obrigará o cidadão a esperar cinco segundos entre uma aposta e outra.
Ganha outro fim de semana em Teerã quem souber por que o intervalo entre uma aposta e outra não foi fixado em um minuto.
LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.
Folha de São Paulo



