AgroCultura

Dia da Agricultura Familiar: conheça a importância do setor e histórias de produtores



Neste sábado, 25 de julho, é comemorado o Dia Internacional da Agricultura Familiar, data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2014. No Brasil, cerca de 70% da produção de alimentos são provenientes de agricultores familiares. O Censo Agropecuário de 2017 aponta que a atividade é responsável por 90% da economia nas cidades que têm até 20 mil habitantes.
Para homenagear e parabenizar os protagonistas desse setor tão importante, a Globo Rural relembra histórias de produtoras e produtores de diferentes perfis e regiões do Brasil.
Guardiões de sementes: o trabalho de quem preserva a biodiversidade e a cultura agrícola
A produtora rural Aparecida Teixeira aninha a espiga de milho branco rente ao corpo, como quem tem algo muito precioso nas mãos. “Olhar para esta espiga é olhar para a vida”, afirma. Foi um produtor que cultiva o grão há mais de 60 anos que repassou algumas sementes para a agricultora, que mantém essa e várias outras espécies sob seus cuidados. Trata-se de uma variedade de milho crioulo que ainda está no início do desenvolvimento.
Cida – este é o apelido pelo qual todos a conhecem no distrito de Itaiacoca, na área rural de Ponta Grossa (PR), onde vive – e o marido, Antônio Ostrufk, atuam como guardiões de sementes crioulas.
Indígenas, assentados da reforma agrária e produtores da agricultura familiar são os grupos que mais se dedicam ao cultivo dessas variedades, conhecidas por nomes como sementes da resistência ou sementes da paixão, a depender da região do país. Leia a reportagem completa aqui.
Projeto incentiva protagonismo jovem e fortalece permanência no campo
Rodrigo Gassen, Larissa Ketlin Algayer e Allan Adriano Aretz são egressos do Instituto Crescer Legal
Instituto Crescer Legal
Aos 19 anos, Larissa Ketlin Algayer encontrou no cultivo de morangos uma forma de diversificar a produção da propriedade da família e construir seu futuro no campo. Residente em João Rodrigues, no interior de Rio Pardo (RS), ela cresceu acompanhando o trabalho dos pais na atividade rural e desenvolveu desde cedo interesse pela vida no meio rural.
A produção de morangos já existia na propriedade, conduzida pela mãe em pequena escala. Com o passar do tempo, Larissa percebeu que a atividade poderia gerar mais renda para a família e começou a planejar formas de ampliá-la. A ideia resultou na instalação de uma estufa, que hoje, abriga cerca de duas mil plantas e se tornou uma importante fonte complementar de renda. Leia a reportagem completa aqui.
Três vacas em plena capital gaúcha: a microqueijaria que conquistou selo federal
Microqueijaria Tempo Naturalmente Queijo fica em Porto Alegre
Divulgação
Apesar de ser uma das maiores capitais do Brasil, Porto Alegre também possui uma extensa zona rural, com 4 mil hectares. A área, no extremo sul do município, é ocupada, principalmente, por pequenas propriedades de hortifrútis, sítios de lazer e haras para criações de cavalos.
Mas uma das “preciosidades rurais” da capital gaúcha é uma microqueijaria, que surgiu a partir de um projeto de “mudança de vida” de um jovem casal de advogados.
A ‘Tempo Naturalmente Queijo’ foi criada por Rodrigo Polidori e sua esposa, Mariana Guarienti. Tudo começou em 2017, quando o casal mudou-se para uma casa construída em um sítio de 1,6 hectares que pertencia à família de Rodrigo na zona sul de Porto Alegre. Na época, a propriedade tinha algumas vacas, que produziam leite para consumo doméstico. Leia a reportagem completa aqui.
Mulheres lideram negócios da sociobiodiversidade na Amazônia
Jovens e mulheres indígenas utilizam ferramentas de monitoramento durante atividades de formação comunitária
Acervo IREO / Rancejanio Guimarães
Dentre as associações localizadas em comunidades e aldeias amazônicas voltadas à produção de fitoterápicos indígenas, biocosméticos e produtos derivados da sociobiodiversidade, 75% têm mulheres na coordenação ou em cargos de direção, segundo Neluce Soares, coordenadora executiva do Fundo Legado Integrado da Região Amazônica (LIRA), do Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ).
Desde 2020, o Fundo LIRA amplia estruturas de beneficiamento, fortalece organizações comunitárias e cria novas oportunidades econômicas a partir de conhecimentos tradicionais transmitidos entre gerações.
No segundo ciclo da iniciativa, iniciado em 2025, passou a priorizar projetos com mulheres na coordenação ou na diretoria. Leia a reportagem completa aqui.


Globo Rural

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